Eleições 2018: Sócio de Agência de disparos de WhatsApp integra Governo Bolsonaro

Presidente eleito Jair Messias Bolsonaro é acusado de promover 'fake news', através das redes sociais na internet.

Presidente eleito Jair Messias Bolsonaro é acusado de promover ‘fake news’, através das redes sociais na internet.

Um dos sócios da AM4 Brasil Inteligência Digital, empresa investigada no escândalo de disparos em massa de mensagens de WhatsApp durante as eleições para prejudicar Fernando Haddad, foi nomeado nesta segunda-feira (05/11/2018) para integrar a equipe de transição do presidente eleito, segundo informou o UOL. O nome é Marcos Aurélio Carvalho, que irá cuidar da área de comunicação.

No dia 18 de outubro, uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que durante o primeiro turno das eleições presidenciais, empresários teriam pago por pacotes de disparos de mensagens pelo aplicativo, com conteúdo difamatório sobre o PT. Essa prática é considerada ilegal.

No dia 26 de outubro, uma reportagem do UOL mostrou que a AM4 contratou disparos de mensagens junto a outra empresa investigada, a Yacows. Quando a primeira matéria foi publicada, a AM4 havia dito que não tinha contratado esse tipo de serviço. A reportagem também mostrou que, no mesmo dia em que a matéria da Folha foi publicada, dados das campanhas contratadas pela AM4 junto à Yacows foram apagados.

De acordo com os dados disponíveis na justiça eleitoral, a AM4 recebeu R$ 650 mil para conduzir a campanha do candidato do PSL na Internet. Esse valor pode ficar ainda maior, uma vez que as campanhas tem até o dia 17 de novembro para fazer a prestação de contas.

Segundo o cadastro de pessoas jurídicas da Receita Federal, Marcos Aurélio Carvalho é sócio-administrador da AM4, junto do irmão Magno Carvalho e de Alexandre José Martins. A empresa tem sede em Barra Mansa (RJ).

Na condição de sócio-administrador, Marcos Aurélio estaria impedido de assumir o cargo para o qual foi nomeado, uma vez que a legislação impede que servidores públicos federais atuem como gestores ou administradores de empresas privadas. Ele afirma que agora é “apenas sócio”.

Segundo Carvalho, o convite para integrar a equipe de transição foi feito pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), apontado como futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

*Com informações da Agência PT, com informações do UOL.

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