Projeto SIRIUS: Foi inaugurado em São Paulo a primeira etapa do acelerador de elétrons do Brasil; projeto nacional desenvolvimentista foi iniciado no Governo Rousseff

Sirius é um acelerador de partículas do tipo síncrotron em construção no município de Campinas, no interior de São Paulo, Brasil. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que já administra o primeiro acelerador de partículas do Brasil, o UVX, coordena também o projeto do Sirius.

Sirius é um acelerador de partículas do tipo síncrotron em construção no município de Campinas, no interior de São Paulo, Brasil. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que já administra o primeiro acelerador de partículas do Brasil, o UVX, coordena também o projeto do Sirius.

Projeto de desenvolvimento nacional do Governo Rousseff, foi inaugurado nesta quarta-feira (14/11/2018) pelo presidente Michel Temer a primeira etapa da construção do Projeto Sirius, o acelerador de elétrons considerado o maior empreendimento da ciência brasileira, na cidade de Campinas, interior de São Paulo. O presidente disse que o Sírius vai ser exemplo para o mundo todo. “Se não tivessemos feito nada no nosso governo, mas concluído o projeto que inauguramos hoje, já teríamos feito muito pelo país”.

“Sempre se diz que o Brasil é o país do futuro. Eu diria que, face a essa inauguração, o futuro já chegou. O Brasil, o estado de São Paulo, a ciência e Campinas engrandeceram”, disse o presidente. Temer destacou que o projeto, totalmente nacional, contou apenas com fornecedores brasileiros. “Presenciamos um Brasil que avança a passos largos, e passa a integrar o seletíssimo grupo de países que dispõem de um acelerador de elétrons de quarta geração”, declarou.

Nesta fase do projeto foram concluídas as obras civis e o prédio que abriga a infraestrutura de pesquisa. Dois dos três aceleradores de elétrons estão concluídos. Esses equipamentos geram a luz síncrotron, de altíssimo brilho, capaz de revelar estruturas de materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas, em alta resolução.

Com a tecnologia, feixes de elétrons com espessura 35 vezes menor que um fio de cabelo são acelerados até atingir velocidade próxima à da luz, de 300 mil quilômetros por segundo. Os elétrons viajam em túneis de ultra alto vácuo, guiada por mais de mil ímãs, numa circunferência de 518 metros. Isso pode trazer avanços nas áreas da saúde, agricultura, energia e meio ambiente.

Cronograma

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que o feixe de luz começa a circular a partir de hoje em fase experimental. Na próxima semana, os cientistas ocuparão as suas salas nos laboratórios e instalações de pesquisa, que serão abertos às comunidades científica e industrial. A pesquisa efetiva terá início no próximo ano.

A nova etapa do projeto está prevista para o segundo semestre de 2019, com a abertura das seis primeiras estações de pesquisa. O projeto completo inclui outras sete estações, denominadas “linhas de luz, que entram em operação até 2021. Entretanto, o modelo foi desenhado para permitir upgrades no futuro, que permitem ampliação para até 38 estações experimentais.

Estrutura

O Sirius fica num prédio de 68 mil metros quadrados, o equivalente a um estádio de futebol. Tem altos níveis de padrões de estabilidade mecânica e térmica. Para garantir estabilidade e prevenção de vibrações, foi necessário que o piso se constituísse em uma única peça de concreto armado de 90 centímetros de espessura e precisão de nivelamento de menos de 10 milímetros. A temperatura também não varia mais que 0,1 grau Celsius.

O ministro da Educação Rossieli Soares, também presente na cerimônia, disse que o Sírius é o Maracanã da pesquisa e tecnologia. “Temos aqui uma sementinha plantada para a instituição de ensino superior, para a formação de profissionais, cientistas, que vão contribuir para o crescimento do nosso país”.

Financiado pelo Ministério de Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Sirius foi orçado em R$ 1,8 bilhão. Até agora, cerca de R$ 1,12 bilhão foram repassados para o projeto, sendo R$ 282 milhões em 2018.

*Com informações da Agência.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).