Perda da maioria na Câmara dos Deputados dos EUA deixa republicanos ainda mais dependentes do presidente Donald Trump

Chirlane Irene McCray (nascido em 29 de novembro de 1954) é escritor, editor, profissional de comunicação e figura política. Ela publicou poesia e trabalhou na política como redatora de discursos. Casado com o atual prefeito de Nova York, Bill de Blasio , McCray é a primeira-dama da cidade de Nova York. McCray e de Blasio têm dois filhos, Chiara e Dante. Depois que De Blasio se tornou prefeito de Nova York em 2014, McCray e sua família mudaram-se de sua casa em Park Slope , Brooklyn , para a Mansão Gracie , a residência tradicional dos prefeitos de Nova York. Como membro não remunerado do governo de Blasio, McCray preside o Fundo do Prefeito para o avanço da cidade de Nova York; levou ThriveNYC, uma iniciativa de saúde mental; e foi descrito como o "conselheiro mais próximo" de Blasio.

Democratas fazem maioria dos deputados federais dos EUA, nas eleições 2018.

A perda do controle da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deixará o Partido Republicano com uma bancada parlamentar ainda mais conservadora, mais ligada ao presidente Donald Trump e mais unida em torno da retórica provocadora e da agenda radical do mandatário.

Embora os republicanos moderados que permanecerão na Câmara possam ver o resultado como um veredicto sobre a estratégia de Trump de se dedicar incansavelmente ao tema da imigração ilegal na reta final da campanha, eles serão uma pequena minoria.

Segundo projeções das grandes redes de televisão dos EUA, os democratas assumirão o controle da Câmara e os republicanos preservarão sua maioria no Senado.

Muitos republicanos que perderam a vaga na Câmara são moderados de distritos majoritariamente suburbanos que tentaram manter alguma distância de Trump e sua retórica, mas perderam mesmo assim — o que deixa um centro reduzido dominado por conservadores de áreas rurais cujo eleitorado é essencialmente pró-Trump.

Em resumo, Trump continuará sendo Trump. Ainda que alguns republicanos possam culpá-lo pelas derrotas de terça-feira, é improvável que se rebelem, especialmente levando em conta que o partido manteve o comando do Senado.

Nos últimos dois anos o presidente se mostrou pouco inclinado a mudar seu estilo agressivo ou se tornar conciliador. Ele sabe que continua sendo, sem sombra de dúvida, a figura mais popular de seu partido.

Agora Trump começa para valer sua campanha de reeleição, durante a qual fará todos os esforços para congregar sua base de apoiadores firmes.

Isso significa que, mesmo diante de uma oposição democrata mais intensa, Trump deve postular sua agenda “A América Primeiro”, que prioriza questões delicadas como a imigração ilegal e o protecionismo comercial. Isso, por sua vez, aprofundará sua reformulação dramática de um partido que foi definido pelo conservadorismo fiscal, social e nacional durante décadas.

Saber que os democratas da Câmara não liberarão fundos para um muro na fronteira com o México, por exemplo, não impedirá Trump de continuar voltando ao assunto — ele pode até achar politicamente mais eficaz transformar seus opositores na Casa em vilões.

Os republicanos que continuarem na Câmara também terão pouco interesse em cooperar com a nova maioria democrata, o que concentrará o poder republicano no Congresso no Senado e deixará o governo praticamente travado.

“Uma Câmara democrata significa que, se o presidente quiser que as coisas andem, terá que trabalhar com o outro lado”, disse Jason McGrath, pesquisador eleitoral democrata de Chicago.

“Ele não mostrou nenhuma inclinação para isso, mas será interessante ver se este é um momento em que irá querer governar, ao invés de só marcar pontos”.

A mudança tem implicações de longo prazo para os republicanos em distritos que se tornaram democratas na terça-feira, e dá aos democratas uma oportunidade para capitalizar avanços em subúrbios antes convictamente republicanos nos quais o nível de escolaridade e a renda estão acima da média nacional – e onde o ceticismo em relação a Trump é profundo.

O partido já enfrentou dificuldades tentando ampliar a base de apoiadores de classe média, brancos e evangélicos de Trump, perdendo terreno entre mulheres, eleitores suburbanos e com diploma universitário e mostrando pouca habilidade para conquistar eleitores jovens e de minorias.

Isso quase certamente continuará se uma representação parlamentar em declínio abrir caminho para uma fidelidade ainda maior a Trump.

No Senado, democratas de centro de Estados em que Trump venceu em 2016, como Joe Donnelly em Indiana e Heidi Heitkamp na Dakota do Norte, foram substituídos por republicanos conservadores que podem atribuir suas vitórias ao presidente.

Além disso, os republicanos do Senado que eram mais críticos de Trump, Bob Corker e Jeff Flake, estão se aposentando. O mesmo vale para Paul Ryan, presidente republicano da Câmara que em certas ocasiões divergiu do tom do presidente, quando não de suas políticas.

Tudo isso faz de Trump uma força ainda mais dominante no partido do que era dois anos atrás. E Trump, que fez muita campanha em Estados rurais, pode apontar para as vitórias no Senado como provas de que ainda consegue levar seus eleitores às urnas.

*Por James Oliphant, da Agência Reuters.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).