Na Bahia, vendas do varejo caem 0,7% de agosto para setembro de 2018

Tabela apresenta dados de vendas do varejo de agosto para setembro de 2018 na Bahia.

Tabela apresenta dados de vendas do varejo de agosto para setembro de 2018 na Bahia.

Em setembro de 2018, as vendas do varejo na Bahia tiveram queda de 0,7% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após terem crescido 0,9% de julho para agosto. Ainda assim, foi um recuo menor que o verificado no país como um todo (-1,3%).

De agosto para setembro, as vendas do comércio varejista caíram em 16 dos 27 estados. Os piores resultados foram os de Goiás (-2,0%), Minas Gerais (-3,1%) e Paraíba (-6,4%). Dentre os estados com crescimento, destacaram-se Rondônia (8,4%), Tocantins (2,9%) e Acre (2,1%).

Na comparação setembro/18 com setembro/17, as vendas na Bahia também recuaram (-1,3%), num resultado pior que a média nacional (+0,1%). Nesse confronto, o desempenho do varejo foi negativo em 16 estados, com as maiores retrações ocorrendo no Distrito Federal (-5,0%), em Mato Grosso (-5,1%) e no Piauí (-5,9%). Os destaques positivos ficaram por conta de Rondônia (8,1%), Acre (6,6%) e Santa Catarina (6,2%).

Os resultados de setembro sustentam a queda das vendas do varejo baiano no acumulado no ano de 2018 (-0,7%), indicador que segue negativo desde janeiro de 2015, há mais de três anos e meio, portanto. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas no Brasil como um todo acumulam alta de 2,3%, com desempenhos negativos em apenas 6 dos 27 estados.

Já nos 12 meses encerrados em setembro, o comércio varejista na Bahia ainda mantém uma variação positiva (0,2%), embora bem abaixo da média nacional (2,8%) e o menor crescimento do país, empatado com Pernambuco (0,2%).

Em setembro, vendas de combustíveis (-13,2%) e vestuário (-11,0%) seguem puxando retração do varejo baiano

Em setembro, na Bahia, 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2017.

Em termos de magnitude da taxa, o maior recuo ocorreu no segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-14,9%). Entretanto, mais uma vez, as quedas nas vendas de Combustíveis e lubrificantes (-13,2%) e Tecidos, vestuário e calçados (-11,0%) foram as que mais contribuíram para a retração do varejo baiano como um todo.

Esses dois segmentos juntos vêm sucessivamente puxando as vendas da Bahia para baixo desde maio deste ano. O volume das vendas de combustíveis tem quedas sucessivas há um ano, desde setembro de 2017 e acumula retração de 14,3% em 2018. Já o setor de vestuário teve em setembro seu sexto recuo consecutivo (cai desde abril de 2018) e apresenta o segundo recuo mais intenso no acumulado em 2018 (-7,1%).

Por outro lado, diferentemente do que ocorreu no país como um todo, o crescimento das vendas do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%) foram a mais forte influência positiva no varejo baiano, em setembro. O segmento é o que mais pesa na estrutura do comércio do estado e teve seu segundo resultado positivo consecutivo.

O desempenho do setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com a maior taxa positiva em setembro (9,2%), também foi importante para evitar uma queda ainda maior do varejo baiano no mês. É um segmento cujas vendas crescem seguidamente desde outubro de 2017 e acumulam no ano de 2018 o maior crescimento (+12,2%).

Vendas do varejo ampliado ficam estáveis na Bahia na passagem de agosto para setembro (0,0%) e caem (-3,1%) frente a setembro de 2017

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado mantiveram-se estáveis em setembro (0,0%), frente ao mês anterior, após terem crescido 0,9% na passagem de julho para agosto. O resultado foi melhor que o do país como um todo, onde o varejo ampliado teve queda (-1,3%) de agosto para setembro.

Na comparação com setembro de 2017, porém, o varejo ampliado baiano recuou 3,1%, com o quarto pior desempenho entre os estados e bem abaixo da média do país (+2,3%).

Com esse resultado, o acumulado no ano das vendas do comércio varejista ampliado na Bahia continuou a desacelerar, de 2,3% em agosto para 1,7% em setembro. No acumulado em 12 meses, também houve redução no ritmo de crescimento, de 3,2% em agosto para 2,4% em setembro.

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Frente a setembro de 2017, houve recuo tanto nas vendas de veículos (-7,6%) quanto nas de material de construção (-2,9%). Os veículos apresentaram a segunda queda consecutiva, mas ainda se mantêm no positivo no acumulado no ano (8,4%). Já os materiais de construção voltaram a recuar depois de uma variação positiva em agosto (0,5%); no acumulado em 218 também continuam em alta (2,2%).

*Com informações da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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