Jornal Grande Bahia adere a campanha da UNESCO em defesa do jornalismo; Com o tema ‘#TruthNeverDies’, campanha objetiva denunciar violência contra profissionais de mídia e a liberdade de imprensa

Cartaz da edição 2018 da campanha da UNESCO em defesa do jornalismo e da liberdade de imprensa com o tema ‘#TruthNeverDies’ (A verdade nunca morre).

Cartaz da edição 2018 da campanha da UNESCO em defesa do jornalismo e da liberdade de imprensa com o tema ‘#TruthNeverDies’ (A verdade nunca morre).

UNESCO convidou o Jornal Grande Bahia (JGB) a aderir à campanha 2018 ‘#TruthNeverDies’ (A verdade nunca morre).

UNESCO convidou o Jornal Grande Bahia (JGB) a aderir à campanha 2018 ‘#TruthNeverDies’ (A verdade nunca morre).

No Dia Internacional pelo ‘Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas’, lembrado nesta sexta-feira (02/10/2018), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promove uma campanha mundial de conscientização sobre a violência praticada contra profissionais de mídia, com o tema ‘‘#TruthNeverDies’, ‘A verdade nunca morre’.

O Jornal Grande Bahia (JGB) recebeu nesta sexta-feira (02/11/2018), por e-mail, convite da UNESCO à aderir a campanha em defesa da vida dos profissionais de imprensa e da liberdade de imprensa, “aderindo a campanha”, informou a direção do veículo de comunicação.

Sobre a campanha ‘#TruthNeverDies’ (A verdade nunca morre)

Segundo a Unesco, um jornalista é assassinado a cada quatro dias no mundo, com 1.010 mortes de profissionais de mídia contabilizadas nos últimos 12 anos devido a sua atividade de querer levar informações ao público. Ainda de acordo com a ONU, em nove de cada dez casos os assassinos ficam impunes.

Em mensagem para a campanha de 2018, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destacou o aumento dos casos de ataques e assédio contra jornalistas mulheres. “É nossa responsabilidade garantir que os crimes contra jornalistas sejam punidos”, disse. Este é o quinto ano em que a Unesco promove a iniciativa.

“Devemos cuidar para que os jornalistas possam trabalhar em condições de segurança, as quais permitam o florescimento de uma imprensa livre e plural. Somente em um ambiente desses nós seremos capazes de criar sociedades justas, pacíficas, e verdadeiramente progressistas”, diz a mensagem.

Em comunicado divulgado ontem (1), um grupo de especialistas independentes de direitos humanos da ONU pediu aos líderes mundiais que parem de incitar ódio e violência contra a mídia e garantam a punição dos responsáveis por ataques.

O comunicado afirma que “estas últimas semanas demonstraram mais uma vez a natureza tóxica e o alcance exagerado do incentivo político contra jornalistas, e exigimos que isso pare”. No documento cita diretamente o caso do jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado no início deste mês.

Brasil

Um dos casos mais recentes de violência contra comunicadores no país foi condenado pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York. A organização pediu apuração rápida para esclarecer o atentado contra Eduardo Braga (62 anos), proprietário e comentarista da Rádio União, de Jaguaruna (CE). Em 21 de setembro, ele foi baleado na perna por pistoleiros que entraram no estúdio, supostamente por falar sobre questões políticas locais.

No mais recente ranking organizado pelo CPJ, divulgado no final de outubro, o Brasil aparece como um dos 14 países do mundo que menos pune os responsáveis pelo assassinato de jornalistas.

De acordo com levantamento divulgado no mês passado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), foram registrados no país 137 casos de agressões contra profissionais de comunicação em contexto político, partidário e eleitoral, de janeiro até o primeiro turno das eleições.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) contabilizou uma morte e 82 casos de violência contra 116 jornalistas no Brasil em 2017, segundo seu levantamento mais recente, divulgado em fevereiro.

*Com informações da Agência Brasil.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).