Jair Bolsonaro no poder, desespero na Amazônia, publica Libération

Reprodução da matéria publicada no jornal Libération.

Reprodução da matéria publicada no jornal Libération.

A imprensa francesa da quarta-feira (31/10/2018) repercute o anúncio da fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente no próximo governo que tomará posse no Brasil em 1° de janeiro de 2019. A confirmação foi feita na véspera por dois futuros ministros de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes.

“Brasil: fusão ministerial polêmica para o futuro governo Bolsonaro” é manchete do site L’Obs. A decisão faz parte da intenção do presidente eleito de realizar uma administração com poucos ministérios e, para isso, pretende juntar várias pastas.

O anúncio intriga o L’Obs: “Jair Bolsonaro havia indicado dias antes do segundo turno que estava aberto à negociações sobre esse ponto muito controverso de seu programa”, diz a matéria, lembrando que a fusão pode sacrificar a proteção do meio ambiente diante aos interesses da poderosa bancada ruralista, “que apoia abertamente o presidente eleito”.

“A medida preocupa até mesmo os representantes deste lobby, que temem sanções comerciais de países estrangeiros sobre as exportações brasileiras de carne ou soja, duas produções de forte impacto ambiental”, destaca L’Obs.

Maior vítima do presidente eleito

“Jair Bolsonaro no poder, desespero na Amazônia” é manchete do jornal Libération. Para o diário, a primeira vítima do presidente eleito é a maior floresta tropical do mundo, que se estende a nove países, inclusive à Guiana Francesa, mas a maior parte, 63%, está no Brasil.

Os territórios habitados por comunidades indígenas ou quilombolas são protegidos, mas até quando?, questiona Libé. O jornal ressalta que Bolsonaro inclusive já manifestou sua intenção de revisar essa política e abrir a Amazônia à exploração de mineradoras. Para ele, “é absurdo se privar de importantes reservas para salvar um bando de selvagens”, publica o diário.

Além disso, Bolsonaro também já evocou diversas vezes a possibilidade de retirar o Brasil do Acordo de Paris sobre o Clima, no qual os países se engajam à aplicação de medidas para a diminuição da emissão de CO2 e barrar o aumento das temperaturas, reitera Libé.

Raí, do PSG está “triste e amedrontado” com as eleições

O presidente eleito do Brasil também é assunto do jornal esportivo L’Equipe, que entrevistou o emblemático ex-capitão do PSG, Raí, personalidade adorada pelos franceses. “Triste e amedrontado” é como o ex-craque se define após a vitória de domingo de Bolsonaro, “que como candidato manifestou valores absurdos e repugnantes”, lembra Raí.

Para L’Equipe, o ex-jogador diz que enxerga dois motivos pelos quais o pesselista foi eleito: primeiramente, os valores conservadores que ascenderam no Brasil com a igreja evangélica e “uma imensa vontade de mudança”, às vezes, segundo ele, “guiada pelo ódio”. Um sentimento que “prejudicou os valores essenciais da democracia e os nobres valores da humanidade”, diz Raí ao jornal L’Equipe desta quarta-feira.

*Com informações da Agência RFI.

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