Feira de Santana tem 60 mil diabéticos e estima-se que outros 30 mil não sabem que têm a doença

Atendimento de paciente no Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso.

Atendimento de paciente no Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso.

Tendo como base as projeções mundiais feitas por especialistas, em Feira de Santana aproximadamente 60 mil pessoas, que correspondem a pouco menos de 10% da população local, são diabéticas. Estima-se que outras 30 mil têm as taxas de sangue alteradas, mas ainda não sabem.

O tipo mais comum, diz a enfermeira Andrea Silva, que coordena o Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH) é o II. “É uma doença que se pode prevenir com alimentação saudável e exercícios físicos”.

Outro problema, diz, é que como a doença é assintomática, a grande maioria das pessoas apenas buscam orientação médica quando os sintomas aparecem: problemas na visão, feridas que custam a sarar, entre outros.

Cerca de 90% dos diagnósticos desta doença são para este tipo, que atinge pessoas na fase adulta das suas vidas, e os outros 10% são relacionadas à genética, o tipo I, que as pessoas a adquirem quando crianças ou jovens. Em ambas, os pacientes usam medicamentos. A I requer a aplicação de insulina.

O atendimento é integral e gratuito. As unidades básicas são a porta de entrada para o tratamento do diabetes. Feira de Santana é uma das poucas cidades do interior a ter centro de tratamento próprio. “O atendimento é referenciado pelas unidades de saúde para pacientes que apresentam complicações e restrito aos moradores de Feira”, afirma a coordenadora.

O CADH oferece equipe multiprofissional, formada por endocrinologista, cardiologista, nefrologista, angiologista, fisioterapeuta, enfermagem, psicologia, nutricionista, entre outras especialidades. O problema, diz a coordenadora, está na continuidade do tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, no Brasil houve um aumento de 60% no número de diagnóstico para a diabetes, que saltou de 5,5% para 8,9% da população. Outro problema é o desconhecimento da doença. Estima-se que para cada duas descobertas, um caso não está notificado.

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