Feira de Santana: Mais de 30 mil pacientes são atendidos no Hospital Municipal da Criança em cinco anos

Fachada do Hospital da Criança, em Feira de Santana.

Fachada do Hospital da Criança, em Feira de Santana.

De 2013 a 2018 o Hospital Municipal da Criança Dr. José Eduacy Lins já atendeu mais de 30 mil (30.592) pacientes entre mães e recém-nascidos, tanto no ambulatório quanto em serviço de internamento nos diversos leitos. Somente nos últimos nove meses, 4.773 pacientes foram contemplados entre as 13 especialidades médicas oferecidas gratuitamente na unidade hospitalar.

Os números revelam uma média mensal superior a 500 atendimentos nas áreas de pediatria (1.341 atendimentos), cardiologia (708), cirurgia pediátrica (475), endocrinologia (423), gastroenterologia (326), hematologia (91), nefrologia (165), neurologia (378), ortopedia (491), pneumologia (369), além de fisioterapia (368) e psicologia infantil com 616 pacientes atendidos.

A fonoaudiologia bate o recorde com 4.497 atendimentos à comunidade. O número de crianças que passaram por triagem neonatal auditiva dobrou, segundo a fonoaudióloga Carmem Cunha, coordenadora do setor.

“Existe um trabalho de divulgação e conscientização interno sobre a importância e necessidade de realização dos testes da orelhinha e da linguinha após 48 horas do nascimento do bebê pós-termo [após 9 meses de gestação], bem como em pré-termo [prematuros] e a termo [37/42 semanas]”, explica a especialista.

O teste da orelhinha é capaz de diagnosticar possíveis alterações auditivas. “A criança que não ouve não fala”, ressalta Carmen. O exame é indolor e realizado com a criança em sono natural com a colocação de um fone externamente na orelha do bebê.

Além da fala, a patologia influencia diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na própria sociabilidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a deficiência auditiva acomete 3 a cada mil recém-nascidos no país.

Nesses casos, um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo são especialistas importantes no tratamento para acompanhar o progresso do bebê.

Outro importante exame feito no hospital é o teste da linguinha que avalia se há presença de língua presa, limitações dos movimentos e suas funções, como sugar, engolir, mastigar e falar.

“Fazemos aqui [hospital] um cadastro do ‘RN’ com protocolo de avaliação de frênulo da língua. A cada 300 crianças, 10 não possuem o frênulo normal”, pontua. O exame também é indolor, eficaz e rápido.

História clínica, exame clínico com avaliação anatomofuncional e funções orofaciais compõe o protocolo. Ainda, durante avaliação, são feitas manobras específicas observando-se também a maneira como a bebê mama e ainda avaliação do choro.

Referência em toda a região

A presidente da FHFS, Gilberte Lucas, destaca que o Hospital Municipal da Criança é referência em atendimento com especialidades em toda a região.

“Temos aqui quatro pediatras, de segunda a sexta, com atendimento via central de regulação do município e agendamento direto no ambulatório. Damos toda a assistência durante o primeiro ano de vida do bebê”, afirma.

Atendimento de cardiologia funciona continuamente desde 2007

A cardiologia infantil é a segunda especialidade médica mais procurada no Hospital Municipal da Criança. Segundo o cardiologista Carlos Inácio Carneiro Dias, o atendimento na unidade ocorre continuamente desde 2007.

“Aqui o paciente recebe avaliação ambulatorial, clínica e, ainda, de imediato, realiza exames como o ecocardiograma, sem contar o acompanhamento que oferecemos após alta da mãe e do recém-nascido”, explica o médico.

Durante dois dias, às segundas e, às quartas-feiras, respectivamente, pacientes dos postos municipais pactuados e outros através de marcação direta recebem atendimento gratuito.

Persistência do canal arterial (PCA) – doença congênita caracterizada pelo não fechamento do duto arterioso (canal arterial) após o nascimento -, comunicação interatrial (CIA) e intraventricular, além de cardiopatias complexas como transposição das grandes artérias (TGA), coarctação da aorta e Tetralogia de Fallot, um defeito cardíaco congênito, figuram entre os diagnósticos.

Mãe de bebê diagnosticado elogia eficiência no atendimento

É o caso do recém-nascido da dona de casa Janilde Costa Pereira, do município de Amélia Rodrigues, que pariu às 10:35 horas na última sexta-feira e, às 10:30 horas do sábado, recebeu a informação da cardiopatia no bebê, detectado durante amamentação pela equipe de enfermagem do Banco de Leite Humano. Imediatamente após diagnóstico o RN foi internado na UTI Neonatal para assistência cardiológica.

“Em menos de 72 horas a criança foi assistida e todos os exames complementares realizados à beira do leito”, ressalta Carlos Inácio. O Hospital Municipal da Criança ainda dá assistência tanto no pré quanto no pós-cirúrgico.

Acolhida na Casa da Puérpera do Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, a dona de casa Janilde fez questão de falar da eficiência no atendimento.

“Mesmo em um momento difícil como este, graças a Deus o diagnóstico foi rápido e o atendimento maravilhoso. Se eu tivesse em Amélia [município de origem] onde eu encontraria isso? Todos foram atenciosos”, afirma a puérpera.

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