Estrelas que refletem o sonho do almirante Almir Garnier Santos | Por Baltazar Miranda Saraiva

Almirante Almir Garnier Santos e o desembargador Baltazar Miranda Saraiva, durante solenidade da Marinha do Brasil, em Salvador.Almirante Almir Garnier Santos e o desembargador Baltazar Miranda Saraiva, durante solenidade da Marinha do Brasil, em Salvador.

Almirante Almir Garnier Santos e o desembargador Baltazar Miranda Saraiva, durante solenidade da Marinha do Brasil, em Salvador.

Segundo os poetas, o mar é uma imensa praia de sonhos, que os marinheiros seguem, a bordo do navio. Do convés, o sonhador sente o vento que impulsiona as ondas, imaginando abrir o mar com as mãos, fazendo seus sonhos emergirem.

Todo marinheiro tem seus sonhos refletidos no mar, flutuando ao sabor das brisas marítimas, anunciando o porto de chegada. O marinheiro põe no mar, no vento e nas vagas sua vida, sentindo nas asas das gaivotas o assobio dos ventos.

Um desses marinheiros aportou na Bahia vindo de outros mares. Aqui, depois de algum tempo, atingiu o ápice de sua carreira. Esse marinheiro é Almir Garnier Santos, o mais novo Almirante de Esquadra da Marinha do Brasil.

Garnier foi promovido a Almirante de Esquadra, no âmbito do Comando da Marinha, pelo Decreto Presidencial de 25 de outubro do corrente ano (2018), o que significa dizer que ele deverá nos deixar brevemente, levando o amor dos seus amigos no peito e a Bahia no Coração.

Como se sabe, a Marinha é a mais antiga Força Armada a operar em nosso país. Atuando na defesa de suas águas marítimas e fluviais, exerce diversas atividades sociais paralelas ao seu mister militar. Atinge os mais longínquos rincões de nossa Amazônia prestando inúmeros serviços às populações ribeirinhas, além de fazer o patrulhamento dos nossos rios nas regiões fronteiriças.

O Almirante Almir Garnier Santos ingressou na Marinha ainda criança, com apenas dez anos de idade, como aluno do curso de formação de operários. Em 1977 graduou-se Técnico em Estruturas Navais na Escola Técnica do Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro. No mesmo ano iniciou o Curso de Formação de Oficiais da Reserva da Armada.

Em 1987 foi promovido ao posto de primeiro-tenente, para, logo em seguida, ingressar no Curso de Aperfeiçoamento em Eletrônica para Oficiais, no qual foi o primeiro colocado. Em 1991, como capitão-tenente, foi designado para realizar o Curso de Mestrado em Pesquisa Operacional e Análise de Sistema, em Monterey, nos Estados Unidos, até ser designado para comandar importantes navios, como o “Almirante Gastão Motta” e outros.

Em 31 de março de 2010 foi promovido ao posto de Contra-Almirantte, e, em 31 de março de 2014, ao posto de Vice-Almirante, quando veio para a Bahia comandar o 2º Distrito Naval. Antes de assumir esse posto, atuou, por cerca de dois anos e meio, como Assessor Especial do Ministro da Defesa, função na qual se destacou pela seriedade e competência.

Garnier recebeu inúmeras condecorações durante sua carreira militar. Além disso, é coautor de dois livros na área de gestão de logística e de suprimentos, dando, inclusive, palestras sobre essas importantes áreas nos programas de graduação e pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas.

Pai orgulhoso e dedicado de Almir Garnier Santos Júnior, possui uma biografia que o dignifica e honra o Brasil, e é por demais extensa para ser declinada apenas num artigo. Em resumo, o que se pode dizer desse extraordinário marinheiro é que ele mereceu a promoção ao mais alto posto da carreira (Almirante-de-Esquadra).

Conhecido pelos amigos e admiradores como uma pessoa graciosa, gentil e inspirador de entusiasmo e esperança, Garnier age como o marinheiro da canção do compositor carioca Paulinho da Viola, que aconselha que, na vida, deve-se agir “Como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar”.

Ao final, registre-se que, em reconhecimento pelos seus serviços prestados e pelo amor à Bahia, Garnier tornou-se baiano através do título de cidadania que lhe foi outorgado pela Assembléia Legislativa da Bahia. Essa mesma instituição lhe concedeu a Medalha Dois de Julho, a mais alta condecoração que a Bahia pode oferecer a uma pessoa.

Salvador também não lhe esqueceu: Através da Câmara Municipal de Vereadores, em sessão solene e com o Plenário Cosme de Farias lotado, foi lhe outorgado o Título de Cidadão da Cidade do Salvador e a Medalha Thomé de Souza, símbolo de nossa independência, soberania e integridade nacional. Na ocasião, foi relembrado pelo legislador municipal a trajetória do homenageado em defesa da Pátria e da capital baiana.

*Baltazar Miranda Saraiva é desembargador, presidente da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) e membro da Comissão de Igualdade do TJBA, do Conselho da Magistratura TJBA, da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) e Vice-Presidente Social, Cultural e Esportivo da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES).

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