Em tempos do totalitarismo do Governo Bolsonaro, reveja o filme ‘Batismo de Sangue’; Drama mostra a história de frades na luta contra a Ditadura Civil/Militar de 1964

Cenas do filme 'Batismo de Sangue', adaptação do livro homônimo escrito por Frei Betto.

Cenas do filme ‘Batismo de Sangue’, adaptação do livro homônimo escrito por Frei Betto.

Batismo de SangueEm São Paulo, no final dos anos 1960, o convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Betto, Oswaldo, Fernando, Ivo e Tito passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella.

Frei Betto segue para um convento no sul do Brasil, onde ajuda perseguidos políticos a passarem pela fronteira. Vigiados pela polícia, Frei Fernando e Frei Ivo acabam presos e torturados. A polícia descobre como são feitos os contatos entre Marighella e os dominicanos e prepara uma emboscada para matá-lo. O convento é invadido, Frei Tito é preso. Em Porto Alegre, Frei Betto também é preso e os dominicanos são transferidos para um presídio em São Paulo.

Frei Tito é interrogado e sofre terríveis torturas. Meses depois, um grupo guerrilheiro sequestra o embaixador suíço no Brasil, exigindo a libertação de setenta presos, entre eles Frei Tito. Contra sua vontade, Frei Tito é mandado para o exílio e vai viver na França.

Mesmo longe do Brasil, Tito não consegue ficar livre de seus carrascos. Por onde passa, acredita estar sendo vigiado e ameaçado. Com intuito de pôr fim ao seu martírio e se livrar de seus perseguidores, Frei Tito comete suicídio.

O roteiro do longa “Batismo de Sangue” é uma adaptação do livro homônimo de Frei Betto, vencedor do prêmio Jabuti. O filme dirigido por Helvécio Ratton ganhou os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Fotografia no Festival de Brasília. Reprise. 110 min.

Ano: 2007. Gênero: drama. Direção: Helvécio Ratton, com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Ângelo Antônio, Léo Quintão, Odilon Esteves, Cássio Gabus Mendes, Marcélia Cartaxo, Marku Ribas, Murilo Grossi, Renato Parara e Jorge Emil.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).