Desmonte do Ministério do Trabalho segue na contramão da luta por um país democrático | Por Sérgio Jones

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante encontro com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, no TST, em Brasília.

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante encontro com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, no TST, em Brasília.

De acordo com opiniões abalizadas, de especialistas na área trabalhista, os discursos desconexos e confusos proferidos pelo famigerado presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), e em especial o que ele passou a denominá-lo de “organização” e “refundação” nada mais é do que a promoção do desmonte de espaços como os Ministérios do Trabalho, da Cultura e da Indústria. É a completa destruição das conquistas trabalhistas, conquistas estas consideradas de importância fundamental para o desenvolvimento nacional em seus múltiplos e diferentes aspectos.

Com a extinção do (MTE), pasta criada há 88 anos, pelo então presidente Getúlio Vargas, como bem cita representantes dos diversos segmentos sociais, a proposta transita na contramão da história e contribui para o total aniquilamento das conquistas sociais obtidas, com muito suor, lagrimas e sangue, pelos trabalhadores. Que se encontram atualmente diante de um brutal processo de retrocesso.

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, a extinção do MTE representará a discriminação e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a estas situações degradantes, que já se tornou corriqueira nos noticiários nacionais e internacionais, e passou a ser do conhecimento de todos os brasileiros.

O dirigente destaca, com muita ênfase, que este (des) governo, de extrema direita, que se efetivará a partir de janeiro de 2019, “vai intensificar a ofensiva contra a classe trabalhadora e, ampliar a retirada de direitos, além de promover com tal ato, o fechamento de canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer”

Em artigo, e através de inúmeros pronunciamentos, Araújo diz lamentar a decisão e alerta para o projeto que ganha corpo a cada declaração do desencaixado presidente Jair Bolsonaro e sua trupe. “Estaremos vigilantes e devemos reforçar ainda mais nossa resistência. O momento é de reforço da unidade e mobilização total no enfrentamento da agenda ultra regressiva que ameaça direitos conquistados e a vida da classe trabalhadora”. Como já afirmava sabiamente o pensador, filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista Karl Marx: “A desvalorização do mundo humano aumenta a proporção direta a valorização do mundo das coisas”.

*Sérgio Jones([email protected]), jornalista.

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