Com 15.928 votos em Feira de Santana, deputada eleita Dayane Pimentel lança pré-candidatura a prefeita, mas, antes, terá que prestar serviços à comunidade e assumir os erros do desgoverno de Bolsonaro

Perfil do registro de Dayane Jamille Carneiro dos Santos Pimentel na justiça eleitoral.

Perfil do registro de Dayane Jamille Carneiro dos Santos Pimentel na Justiça Eleitoral.

A deputada federal eleita Dayane Pimentel e Jair Bolsonaro presidente eleito. Discurso do ódio não resolve problema do país, muito menos da população de Feira de Santana.

A deputada federal eleita Dayane Pimentel e Jair Bolsonaro presidente eleito. Discurso do ódio não resolve problema do país, muito menos da população de Feira de Santana.

Quarta deputada federal mais votada na Bahia, com 136.742 votos, mas com apenas 15.928 votos em Feira de Santana e 28.607 votos em Salvador, Dayane Jamille Carneiro dos Santos Pimentel (PSL) é uma estreante na política, resultado de um modelo eleitoral superado, porque não é baseado no Sistema Distrital ou Distrital Misto.

Aliada do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL/RJ), Dayane Pimentel ocupa o cargo de presidente do PSL na Bahia. Durante a eleição de 2018, ela não apresentou patrimônio na declaração de bens à Justiça Federal. Enquanto candidata, foi eleita com o discurso do ódio. Parlamentar eleita, membro da base do Governo de Mentecaptos que se conforma através das indicações e do pensamento do presidente extremista de direita, a política deve explicar à população mais carente como o preanunciado desgoverno bolsonarista pretende resolver o problema de atendimento médico à população, decorrente do discurso do ódio contra o Governo de Cuba, que, em resposta, determinou a suspensão da colaboração profissional que exercia com o Brasil, determinando a retirada dos médicos cubanos do país.

Observa-se que não é apenas no setor da saúde que a pretensa candidata a prefeita de Feira de Santana terá que prestar esclarecimento à população da Bahia. A ‘ponte para o retrocesso’, política socioeconômica e ambiental iniciada no Governo Temer e sequenciada pelo futuro Governo Bolsonaro representa graves prejuízos ao país: na educação, com ataques à liberdade de pensamento e expressão; no jornalismo; através de discursos fascistas contra a liberdade de imprensa; no funcionalismo público, propondo congelamento de salários e o fim da estabilidade do emprego; contra a classe trabalhadora; intensificando a retirada de direitos sociais, atacando a organização sindical e colaborando com a precarização das relações de trabalho; no setor de exportação; adotando alinhamento táctico com os Estados Unidos América (EUA) e isolando parceiros econômicos estratégicos para o país; e no setor do comércio e serviço, deixando de apresentar um plano econômico que incentive a geração de emprego e renda e ative a economia interna do Brasil.

A população de Feira de Santana aguarda, da mesma forma que outras lideranças políticas o fizeram, que Dayane Pimentel atue junto ao governo federal para trazer investimentos e resolver os problemas estruturais da Região Metropolitana de Feira de Santana (RMFS). Observa-se que o discurso do ódio, manifestado pela política, não resolve os problemas e apenas acentua os conflitos sociais inerentes ao capitalismo.

Em síntese, Dayane Pimentel representa um desgoverno que se prenuncia pelo conjunto de discursos, indicações e alinhamento político com a extrema-direita, identificado por setores da mídia com as ideias do totalitarismo, nazifascismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que adota discurso religioso e professa ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social. Neste contexto, seria trágico ter a extremista de direita representando o povo plural e pacífico de Feira de Santana, no comando do Paço Municipal Maria Quitéria.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).