Capitalismo é a arte de enxugar gelo | Por Sérgio Jones

Vista de Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos da América, considerado como um dos centro do capitalismo no mundo.

Vista de Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos da América, considerado como um dos centro do capitalismo no mundo.

Negar ao cidadão emprego, seja ele qual for o modelo econômico adotado, está se praticando um ato de violência aos seus mais elementares direitos. O que faz o capitalismo para combater esse flagelo social? Nada, o sistema contribui parta manter essa triste realidade por ser ela de profunda importância para os ganhos e acúmulos capitalistas.

A abominável prática tem como objetivo manter um exército de mão de obra de reserva. Desta forma, mantem o trabalhador sempre dependente da lei de oferta de trabalho que é infinitamente menor do que a demanda. Também é uma forma de garantia para se manter os baixos salários. O que resulta sempre em maior acúmulo de capital na mão de poucos. A consequência dessa equação perversa resulta na desigualdade social, onde poucos têm muito e muitos nada têm.

É diante de um quadro deplorável deste modelo econômico que os senhores capitalistas pretendem combater a violência nas suas mais diversas formas. É dessa forma que o governo fascista, Jair Bolsonaro, a ser empossado em 2019, pretende de forma despudorada promover o “abate” de criminosos. Esquecendo ele, que os maiores criminosos que o Brasil hospeda são justamente este segmento ao qual pertence, responsável pela promoção de todo tipo de assalto contra a nação e os interesses de seu povo.

O palavreado dos “arautos” que se propõem combater a corrupção não deixa de ser retórica que carece profundamente de consistência prática, moral e ética. Pois o mal social que nos envolve a todos tem a sua origem justamente no meio desses demagogos que são verdadeiros perpetradores desses atos nefandos.

Não podemos nos furtar ao fato de que por trás de todas estas artimanhas arquitetadas pelo capital, gera o que podemos denominar como lei da reciprocidade. Países europeus e atualmente os Estados Unidos são provas irrefutáveis dessa realidade. Os primeiros citados, ao longo de um bom período da história viveram, e ainda vivem, das espoliações praticadas contra as suas ex-colônias.

Praticando, em nome do capital, as maiores barbaridades contra a humanidade. Empobreceram e aviltaram aqueles povos exaurindo as suas riquezas e explorando a mão de obra existente, até mesmo de crianças.

Qual o resultado de toda esta prática desumana e deletéria. A migração em massa de despossuídos em direção às metrópoles dos países colonizadores. Mas ao que parece é que muito pouco ou quase nada a humanidade, de modo geral, tem aprendido com seus próprios erros e a sua própria história.

Os Estados Unidos, considerados por muitos do mundo árabe como o grande satã, tem imposto a seu povo grandes sacrifícios no tocante a segurança interna do país. Eles estão recolhendo o que semearam e vem semeando em todo o planeta. Práticas despóticas de seu modelo de política externa que tem gerado dor, pobreza e miséria em larga escala, em todo o planeta. Não podemos querer erigir as nossas confortáveis casas e valores sociais destruindo os dos nossos vizinhos.

O que fica evidenciado é que enquanto perdurar este tipo de modelo econômico, não haverá saída, nem uma luz no fim do túnel, para nos salvar desse flagelo que tomou conta de todos nós, meros mortais. O capitalismo é um modelo econômico predatório e excludente que promove, de forma acelerada, o alargamento da pobreza, avanço da criminalidade e de todos os outros males que tem afetado de forma nefasta a todo ser humano que habita a terra, de forma indistinta. Demonstrando igualdade apenas entre os desiguais e menos favorecidos da sociedade.

*Sérgio Antônio Costa Jones, jornalista e colaborador do Jornal Grande Bahia (JGB).

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