Brasil firma acordo com Espanha para formação de professores

Vista da sede da União Central dos Trabalhadores da Espanha, em Madri.

Vista da sede da União Central dos Trabalhadores da Espanha, em Madri.

O Brasil firmou um acordo com a Espanha para formação de professores e gestores, intercâmbio de estudantes e docentes e promoção de pesquisa em educação. Hoje (08/11/2018), o ministro da Educação, Rossieli Soares, e o embaixador da Espanha no Brasil, Fernando García Casas, assinaram um memorando de entendimento que prevê diversas ações de formação para difundir idioma e cultura, além de construir conhecimento em ambos países. A realização dos projetos terá apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

“Nossas raízes linguísticas são muito próximas e temos muito a compartilhar. A língua não pode ser uma barreira. Temos muito conhecimento científico em ambos países. Temos muito a compartilhar sobre educação básica, formação de professores, gestão, e tantos outros pontos”, diz Soares.

O acordo prevê intercâmbio em áreas de formação docente e tecnologias pedagógicas; intercâmbio de estudantes de graduação, mestrado e doutorado; formação de docentes e pesquisadores; seminários, workshops e conferências, entre outras ações. A execução dependerá, segundo o texto assinado, da disponibilidade de recursos.

“O memorando será motor para a geração de conhecimento científico, para que sejam compartilhados não somente em inglês, mas em português e espanhol”, disse Casas. O embaixador ressalta que Brasil e Espanha já são próximos. Cerca de 150 mil espanhóis residem no Brasil e mais de 100 mil brasileiros estão na Espanha, segundo ele.

No âmbito da OEI, o acordo firmado está alinhado ao Programa Ibero-Americano de Difusão da Língua Portuguesa, que foi apresentado e aprovado pelos ministros de Educação dos países que compõem o grupo. “A nossa tarefa é, junto com os ministros de Educação dos países, executar tudo que é necessário para o projeto. Trabalhar com formação de docentes, propostas curriculares, com intercâmbio cultural”, diz o secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero.

Espanhol nas escolas

A expectativa é que o projeto de cooperação seja expandido para outros países, sobretudo os países vizinhos do Brasil, o que possibilitará levar educação bilíngue para escolas de fronteira e para outras regiões do país. Segundo Soares, a intenção é oferecer essas aulas em cerca de 30 a 40 escolas de fronteira e, posteriormente, beneficiar regiões com altos índices de imigração, como São Paulo.

“É importante para que a gente conviva e aprenda com nossos vizinhos, da mesma forma, não só olhando para a língua, mas entendendo como funciona do outro lado, qual a história, cultura, aquilo que vem do povo”, diz Soares. Ao mesmo tempo que as escolas brasileiras terão a oferta de espanhol, as escolas dos demais países que participarem do projeto terão português.

O ministro diz que todos os países vizinhos do Brasil foram procurados. A experiência deve começar pela Colômbia. Amanhã (9), o ministro visita a região de fronteira e reúne-se com representantes do governo colombiano. Argentina e Uruguai deverão ser os próximos a firmarem um acordo, segundo Soares.

Nova certificação

Também para difundir a língua portuguesa, Soares diz que está em discussão uma nova certificação do idioma, que envolverá toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), grupo formado por Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Atualmente, o Brasil tem o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celp-Bras), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicado uma vez por ano.

“É interesse dos outros países que tenhamos também um processo de certificação mais amplo que fortaleça nossa língua”, diz o ministro. O Celp-Bras e demais certificações nacionais continuarão existindo. “Será como a língua inglesa, que tem diversas possibilidades de certificações diferentes, com origens diferentes e testagens diferentes. O que importa é qual instituição aceita a certificação”.

*Com informações da Agência Brasil.

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