Brasil de volta aos anos de chumbo | Por Sérgio Jones

Jair Bolsonaro é um político de extrema-direita, identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que adota discurso religioso e professa ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

Jair Bolsonaro é um político de extrema-direita, identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que adota discurso religioso e professa ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

O pior ainda não aconteceu. Ao que tudo indica está por vir, é só uma questão de tempo. O candidato de extrema-direita autoritária e ultraconservadora Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil. O que ele teve como forte cabo eleitoral de campanha foi os cinco anos sucessivos de crise política, econômica, escândalos de corrupção e um clima político tóxico.

Ele, como todo oportunista que se preza, surfou na onda da crise. Depois de ele e seus cúmplices terem conduzido o Rio de Janeiro à indigência social, parte para aplicar o mesmo método em toda a nação. E para isso, contou com a anuência de 57 milhões de brasileiros que depositaram seu voto no capitão reformado do Exército, tendo como motivação maior o desejo de mudança, mudança essa que não tem a mínima perspectiva de que seja para melhor. Pelo menos é o que sinaliza o atual cenário político no país.

A grande mola que catapultou essa bizarra mudança foi a imensa rejeição ao PT, que governou o país entre 2003 e 2016, e uma infundada ameaça comunista – a velha arma argumentativa dos conservadores que se tornou infalível em outros momentos histórico do país. Basta lembrar da marcha da família com deus e liberdade em 1964, que culminou com o criminoso apoio a ditadura militar.

Sem esquecer outras ditaduras registradas nos tristes anais do calendário de nossa história. O resultado desta grande pantomima eleitoral foi calcada em dois fatores importantes: a desinformação perpetrada por uma onda avassaladora de notícias falsas, reforçada pelo baixo nível político do povo brasileiro. O resultado de toda está ópera bufa culminou com a vitória da Besta, conhecida como Bolsonaro, secundado por Mourão ou seria poltrão?

Mais uma vez, o que ficou patenteado, e a lição que podemos tirar deste trágico momento da história, é que razão, para grande parte dos brasileiros, não deixa de ser uma figura de retórica. Enquanto isso, o povo, ou parte dele, se encontra que nem pinto no lixo. Dezenas de milhões de pessoas estão celebrando a derrota de Fernando Haddad e, por extensão, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entretanto, a derrota maior é do proletariado que vai sentir o peso do punho do opressor, representante dos interesses maiores de uma casta econômica de privilegiados que sempre tripudiara dos segmentos populares menos favorecidos da sociedade. Sociedade essa que sofre os resultados perversos de um modelo econômico que só tem gerado, ao longo de séculos, desigualdade, fome e miséria.

Esta vitória pírrica deste governo a ser empossado em 2019, tem dia e hora para terminar devido as grandes fragilidades e contradições existentes no seio de sua equipe que antes mesmo de ser montada, as cobranças já começam a ser feita na divisão do butim do erário. O futuro do Brasil, se pensarmos bem, nem a Deus pertence mais. O povo nos legou uma verdadeira caixa preta, Bolsonaro e sua quadrilha de facínoras irá pilotar uma nave chamada Brasil, com fadiga de material. Até o presente momento, o que temos de concreto por parte do sinistro “Capitão do Mato” foram os infindáveis discursos de ódio. O cara é portador de uma mente enferma que fará com que o país cresça que nem rabo de cavalo, para baixo.

Ao longo de três décadas de vida pública o que se sabe sobre este modelo de ditador da república das bananas é que fez e faz apologia e glorifica o regime militar brasileiro e os crimes de tortura cometidos pelo Estado, admira ditadores e manifesta acentuado desprezo por minorias e valores democráticos como direitos humanos, liberdade de imprensa e independência da Justiça. Ele teve como conselheiros de campanha um grupo de asseclas da pior espécie, verdadeiros rebotalhos que o ser humano pode gerar: o ex-estrategista de Trump Steve Bannon e David Duke, ex-líder do Ku Klux Klan.

“As grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa mentirinha”, Adolf Hitler. Lamentavelmente, foi isso que nos aconteceu no último pleito deste malfadado 28 de outubro de 2018.

*Sérgio Antônio Costa Jones, jornalista e colaborador do Jornal Grande Bahia (JGB).

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