Banqueiro Joaquim Levy é sondado para equipe econômica do Governo Bolsonaro; Retorno da CPMF é estudada; Confira os 12 nomes da economia que integrarão equipe de transição

Joaquim Vieira Ferreira Levy foi secretário de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato de Sérgio Cabral Filho, onde ficou até 2010. De junho deste mesmo ano a 2014 trabalhou na divisão de gestão de ativos do Banco Bradesco (Bradesco Asset Management), ocupando o cargo de diretor-superintendente até novembro de 2014, quando foi nomeado Ministro da Fazenda.

Joaquim Vieira Ferreira Levy foi secretário de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato de Sérgio Cabral Filho, onde ficou até 2010. De junho deste mesmo ano a 2014 trabalhou na divisão de gestão de ativos do Banco Bradesco (Bradesco Asset Management), ocupando o cargo de diretor-superintendente até novembro de 2014, quando foi nomeado Ministro da Fazenda.

O time econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) sondou o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy para fazer parte do governo, afirmou uma fonte a par do assunto nesta quinta-feira (01/11/2018).

A posição que o ministro poderá ocupar não foi comentada pela fonte, que pediu anonimato. O interesse por eventual participação de Levy no governo vem do apreço de Paulo Guedes, indicado por Bolsonaro à Fazenda, por seu trabalho. Ambos têm doutorado em economia pela ultraliberal Universidade de Chicago.

Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, mas saiu antes de completar seu primeiro ano no cargo diante de discordâncias sobre o afrouxamento nos esforços fiscais, em meio à recessão econômica e à intensa crise política, que emperrou ou atenuou muitas das medidas de ajuste que propôs ao longo de sua gestão. Ele também foi secretário da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro governo de Sérgio Cabral.

Além de promover uma forte tesourada nas despesas, como ministro buscou sem sucesso uma grande reversão em subsídios, a diminuição de recursos destinados para o Sistema S e a recriação da CPMF.

Reagindo ao quadro de franca deterioração nas contas públicas e falta de coesão no governo para atacar o problema, o Brasil perdeu, sob a gestão de Levy como ministro da Fazenda, o grau de investimento pelas agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor’s.

Depois de deixar o ministério, Levy assumiu o posto de diretor financeiro do Banco Mundial, onde segue até hoje. Procurado via assessoria de imprensa da instituição, não comentou.

Novo tributo

Equipe econômica do Governo Bolsonaro pode recriar CPMF para financiar Previdência Social. Tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias e a estimativa é que seria possível arrecadar ao menos R$ 275 bilhões por ano.

A Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira foi um tributo brasileiro. Sua esfera de aplicação foi federal e foi aplicada de 1997 a 2007. A última taxa foi de 0,38%.

Segundo o Jornal O Globo, a informação foi confirmada pelo economista Marcos Cintra, responsável pela área tributária no grupo coordenado por Paulo Guedes, indicado para ministro da Economia. A ideia de tributar movimentações financeiras foi revelada pelo jornal “Folha de S. Paulo” ainda no primeiro turno e causou uma crise na campanha de Bolsonaro, devido à impopularidade do “imposto do cheque”. Na ocasião, o então candidato negou a criação de impostos. Depois do episódio, Guedes cancelou encontros e a campanha não tocou mais no assunto. É a primeira vez desde as eleições que um integrante da equipe confirma que a ideia está na mesa e detalha suas condições.

Indefinição sobre BNDES

A mesma fonte disse que o nome para chefiar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “ainda não foi decidido”.

Também destacou que os nomeados para o comando das estatais no governo Bolsonaro “não necessariamente” sairão da lista definida para a equipe da economia na transição, que já conta com 11 integrantes além de Guedes.

No grupo, estão Rubem Novaes e Carlos da Costa, nomes que já foram ventilados na imprensa como possíveis escolhas para o BNDES.

Veja abaixo 12 nomes da economia que integrarão a equipe de transição:

  1. Paulo Guedes – indicado ao comando do Ministério da Economia, que irá unir as pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)
  2. Adolfo Sachsida – pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e com doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutorado na Universidade do Alabama
  3. Carlos da Costa – ex-diretor de Planejamento, Crédito e Tecnologia do BNDES, tem mestrado e doutorado em Economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)
  4. Marcos Cintra – PhD em Economia em Harvard, é professor da FGV e presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)
  5. Abraham Weintraub – diretor-executivo no CES (Centro de Estudos em Seguridade), é formado em Economia pela USP, tem mestrado em Administração pela FGV e MBA Internacional pela FGV/Brasil, CUHK/China, RSM/Holanda, UNC/USA e TEC/México
  6. Arthur Weintraub – formado em Direito pela USP, tem mestrado e doutorado na área de Previdência
  7. Hussein Kalout – cientista político e atual secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, é professor de Relações Internacionais e pesquisador licenciado de Harvard
  8. Roberto Castello Branco – diretor na Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio, ex-diretor da Vale e ex-conselheiro da Petrobras, tem doutorado em Economia pela FGV e pós-doutorado pela Universidade de Chicago
  9. Waldery Rodrigues Junior – atual coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é formado em Engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com doutorado em Economia pela UnB
  10. Carlos Von Doellinger – ex-secretário de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, ex-presidente do Banerj, tem mestrado em Economia e é pesquisador aposentado do Ipea
  11. Marcos Troyjo – graduado em Ciência Política e Economia pela USP, doutor em Sociologia das Relações Internacionais pela USP, diplomata, integrante do Conselho Consultivo do Fórum Econômico Mundial e diretor do BRICLab da Universidade Columbia
  12. Rubem Novaes – PhD em Economia pela Universidade de Chicago e colaborador do Instituto Liberal-RJ, foi professor da EPGE/FGV, diretor do BNDES e presidente do Sebrae.

*Com informações da Marcela Ayres, da Agência Reuters, O Globo e Folha de São Paulo.

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