Aos pobres não apenas assistencialismo, mas transformar a sociedade, diz Papa Francisco

Papa Francisco durante almoço com os pobres na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Papa Francisco durante almoço com os pobres na Sala Paulo VI, no Vaticano.

“Este pobre gritou e o Senhor ouviu” (Sl 34) é o tema proposto este ano pelo Papa a todos os católicos e às pessoas de boa vontade, a fim de que não sejam indiferentes àqueles que invocam nossa ajuda e nossa solidariedade. “Iniciativa de Francisco é uma oportunidade para viver a fraternidade, a solidariedade, em família, nas paróquias, nas dioceses”, afirma Pe. Enán Xavier Humánez.

Reagir à cultura do descarte e do desperdício promovendo a cultura do encontro, reforçar as comunidades cristãs para que sejam sempre mais sinal concreto do amor de Cristo pelos últimos e pelos mais necessitados: esses são os objetivos do “Dia Mundial dos Pobres”, domingo, 18 de novembro, que a Igreja colombiana, mediante o Secretariado Nacional da Pastoral Social (SNPS) – Caritas Colômbia, convida a celebrar.

Oportunidade para viver a fraternidade e a solidariedade

“Este pobre gritou e o Senhor ouviu” (Sl 34) é o tema proposto este ano pelo Papa a todos os católicos e às pessoas de boa vontade, a fim de que não sejam indiferentes àqueles que invocam nossa ajuda e nossa solidariedade.

“Esta iniciativa do Papa Francisco é para nós uma oportunidade para viver a fraternidade, a solidariedade, em família, nas paróquias, nas dioceses”, explica o vice-diretor do Secretariado Nacional da Pastoral Social – Caritas Colômbia, Pe. Enán Xavier Humánez, no comunicado que fez chegar à agência missionária Fides.

Gritar, responder e libertar

A mensagem do Santo Padre ressalta três verbos: “gritar, responder e libertar, de modo a ouvir o chamado de tantos irmãos que precisam, vivendo as Obras de misericórdia”.

Para a ocasião foram preparados alguns subsídios: os ensinamentos sobre os pobres na Bíblia e no Magistério; reflexões sobre o II Dia Mundial dos Pobres; compromissos e iniciativas a serem realizadas nas circunscrições eclesiásticas e nos vários contextos sociais.

Os pobres como “convidados de honra”

Entre as propostas apresentadas para viver este dia destaca-se o convite aos pobres a participar junto à comunidade das missas de domingo, 18 de novembro, não como expectadores, mas ativamente partícipes na proclamação das leituras, nas orações dos fiéis, na procissão das ofertas, na ação de graças.

Se perto de nós vivem pobres ou pessoas necessitadas de ajuda, neste domingo podemos convidá-las a almoçar conosco em nossa família como “convidados de honra”, que nos ajudarão a viver a fé de modo mais coerente.

Caridade, compromisso e missão de toda a Igreja

Viver a caridade é compromisso e missão de toda a Igreja, por isso é necessário reforçar as Caritas paroquiais e diocesanas, que animem e acompanhem o compromisso de toda a comunidade com os excluídos.

Outro objetivo para esta ocasião é promover a formação dos leigos na Doutrina social da Igreja, para concentrar os esforços na construção de um novo sistema econômico centralizado na pessoa humana. Convida-se a não reduzir o Dia Mundial dos Pobres exclusivamente a “assistencialismo”, mas a promover também o nascimento de homens e mulheres novos para uma civilização do amor.

Também a Mãe Terra é marginalizada, explorada e maltratada

A Caritas Colômbia convida também a produzir subsídios, servindo-se inclusive das mídias sociais, que difundem a mensagem do Papa e as atividades que as paróquias e as dioceses promovem.

Por fim, a consciência de que também a Mãe Terra é marginalizada, explorada e maltratada deveria encorajar a organizar atividade de educação ambiental, plantar árvores, recolher o lixo, promover programas de reciclagem, limpar lugares públicos, pintar muros com mensagens ecológicas, organizar encontros nas instituições educacionais, concertos e outros.

*Com informações do Vaticano News.

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