“Vamos elevar o tom da crítica”, diz deputado Jorge Solla sobre oposição ao Governo Bolsonaro

Jorge Solla: temos a noção que a partir de hoje a vida de milhares de trabalhadores rurais sem terra e índios estão em jogo, que a vida de gays, travestis, de negros da periferia, de militantes da esquerda estão em jogo.

Jorge Solla: temos a noção que a partir de hoje a vida de milhares de trabalhadores rurais sem terra e índios estão em jogo, que a vida de gays, travestis, de negros da periferia, de militantes da esquerda estão em jogo.

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA), em nota enviada à militância petista, afirmou que “elevará o tom” das críticas ao próximo presidente da República, Jair Bolsonaro, eleito neste domingo. Na nota, o petista recordou da morte de Mariele Franco, de Mestre Moa e do jovem Charlione Lessa, assassinado enquanto participava de carreata pró-bolsonaro.

“Temos a noção que a partir de hoje a vida de milhares de trabalhadores rurais sem terra e índios estão em jogo, que a vida de gays, travestis, de negros da periferia, de militantes da esquerda estão em jogo”, disse o petista, condenando a onda de violência contra minorias políticas legitimada pelo discurso do presidente eleito.

” Sei que, se nosso trabalho falhar, esses quatro anos podem durar décadas. (…) O desafio é grande diante à força do arbítrio e do ódio. Eles nos querem assustados, estaremos na luta desde o primeiro momento. Eles nos querem intimidados; vamos elevar o tom”, completou Solla.

Confira comunicado do deputado

Luto para mim é verbo

As urnas me colocaram no desafio de estar na linha de frente da defesa da democracia. Sei que, se nosso trabalho falhar, esses quatro anos podem durar décadas. Lutarei por meu neto, pelos meus filhos, por cada um dos 135.657 baianos que confiaram em mim os seus votos, lutarei por cada trabalhador brasileiro.

O desafio é grande diante à força do arbítrio e do ódio. Eles nos querem assustados, estaremos na luta desde o primeiro momento. Eles nos querem intimidados; vamos elevar o tom. Temos a noção que a partir de hoje a vida de milhares de trabalhadores rurais sem terra e índios estão em jogo, que a vida de gays, travestis, de negros da periferia, de militantes da esquerda estão em jogo.

Mariele, Mestre Moa, Charlione e as vítimas de violência fascista em todo o país nos dá a implacável obrigação de se manter de pé. Parabéns a cada brasileiro que nesses últimos dias se uniram para muito além da militância petista e lutaram até o fim para virar cada voto. A democracia nos une, os direitos humanos nos unem, a tolerância e o amor nos une! Seguiremos unidos!

Jorge Solla, deputado federal (PT/BA)

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