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Os religiosos e a fé que tortura | Por Alberto Peixoto

Candidato à presidência da República de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um político identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que professa discurso do ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social, e que usa a religião e o nome de Deus como forma de obter consentimento eleitoral.

Candidato à presidência da República de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um político identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que professa discurso do ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social, e que usa a religião e o nome de Deus como forma de obter consentimento eleitoral.

Grande parte dos religiosos brasileiros, principalmente os protestantes, vão à Missa ou ao Culto pela manhã glorificar o Cristo Crucificado – que pediu ao Pai nos seus últimos momentos o perdão dos seus algozes – e à noite, em frente da TV, glorificam os atos e as promessas de torturas do candidato que eles apoiam. É o maior contrassenso!

Por que isto acontece? Tudo em nome do ódio que foi disseminado pela extrema direita fascista, apoiada pela direita formada pela classe média que se acha rica e branca; os coxinhas que não se deram por rogados e voltam ao ataque; os antipetistas.

Tudo isso é um problema de quociente de intelectualidade (QI). Se compararmos o comportamento intelectual de um brasileiro em relação ao de um português, veremos que há uma defasagem muito grande entre os dois. O português, que é sempre alvo de gozações nas piadas de botequins, onde estes levam a pecha de burros, é um ser culto, politizado, criativo e extremamente cortês, principalmente com seus irmãos de terras tupiniquins.

Grande parcela da população “canarinha” é formada por analfabetos funcionais, na maioria analfabetos políticos – inclusive 98% dos políticos – e não possuem senso crítico, nem autoestima.

O resultado final das eleições deste ano (2018), serve como parâmetro para comprovar o nível de desconhecimento político e intelectual do brasileiro, que não se conteve com a devassa feita pelo governo golpista de Michel Temer, e agora está traçando seu destino tenebroso – de todos os brasileiros – entregando as “chaves” do Brasil à família de um canalha psicopata e sem a mínima noção do ridículo; que confessa usar o dinheiro do auxilio moradia – mesmo tendo casa própria – para comer gente (com nosso dinheiro!).

Mais doloroso ainda é ver, depois de “O Coiso” humilhar as mulheres, negros, nordestinos e pobres em público, sabermos que há negras, nordestinas, pobres votando em um energúmeno desses. Imagina se esta negra ainda for lésbica! (este comentário também vale para os homens nordestinos). Com certeza, os que habitam a terra de Cabral não procederiam desta forma.

Está bem próximo o dia de vermos, com tristeza, que o brasileiro – sem generalizar – é um sem noção. Entregar o País a um elemento que sequer tem um plano de governo, além de anunciar que vai armar a população, torturar e matar 30 mil brasileiros, tomar as terras dos índios, acabar com a escola pública, dizimar homossexuais, entre outras aberrações.

Estamos na reta final deste pleito. Apesar disso, ainda há tempo para os brasileiros compreenderem os riscos que correm “presenteando” o cargo de Presidente da República, para um grupo de nazifascistas. “O Coiso” e sua “facção”, só aceitam quem comunga com ele em suas opiniões truculentas. Estimula a violência física e ataca as instituições.

O Cristo que morreu na cruz é um Cristo contrário à tortura, a qualquer tipo de discriminação e/ou preconceitos. É puro amor ao próximo! O Cristão de verdade, abomina todo e qualquer ato de violência. #EleNão.

“Não diga que a vitória está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida.” – Raul Seixas.

 *Alberto Peixoto, escritor.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.