O brasileiro não entendeu ainda a Lei Áurea | Por Alberto Peixoto

Reprodução do Decreto Imperial que extinguiu a escravidão no Brasil (Lei Áurea).

Reprodução do Decreto Imperial que extinguiu a escravidão no Brasil (Lei Áurea).

A Lei Áurea, assinada no dia 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel nas atribuições de regente do império do Brasil, libertou os negros, mas não trouxe a igualdade na sociedade brasileira. O negro permanece marginalizado pela sociedade por falta de acesso à educação formal e pelo racismo que sempre predominou no Brasil.

Infelizmente até hoje este pensamento desumano – ou atitude cruel – continua sustentado, principalmente pela classe média e até entre os que propõem dirigir a nação.

Lamentavelmente ouvimos hoje o candidato Jair Bolsonaro, também conhecido como “O Coiso”, se referir aos negros como animais que tem seu peso medido em arrobas, como bois ou qualquer outro animal; não servem nem para procriar e são preguiçosos.

O negro, principalmente nordestino, segundo o mesmo candidato, é um miserável que se prende pela barriga e que devem comer capim. Quem votar neste fascista, está negando sua raça, tem falta de amor próprio, baixa autoestima e incapacidade de raciocinar.

O Estado brasileiro sempre foi escravagista, transformando-se sempre por velhos conceitos republicanos excludentes. Determina que, não só os negros, mas os de baixa renda sejam excluídos, colocando-os sempre à margem da sociedade.

130 anos após o fim da escravidão, os negros no Brasil seguem excluídos, seja na chance de conseguir um emprego, na remuneração por um trabalho igual executado por seu colega branco, ou na possibilidade de ter acesso a uma Universidade, entre tantos outros exemplos.

Pode-se concluir que a Lei Áurea pois fim na “escravidão”, mas os negros continuam discriminados e excluídos das oportunidades oferecidas pela atual sociedade parva brasileira. Imaginem se o candidato fascista for eleito Presidente do Brasil!

É impossível alguém em sã consciência, aceitar que um nazifascista com pensamentos racistas, venha governar uma nação cuja população é fruto de uma grande miscigenação. #EleNão.

*Alberto Peixoto, escritor.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.