Na Bahia, vendas do varejo crescem 0,4% de julho para agosto de 2018

Tabela do IBGE apresenta variação no índice de volume de venda no comércio varejista da Bahia, em agosto de 2018.

Tabela do IBGE apresenta variação no índice de volume de venda no comércio varejista da Bahia, em agosto de 2018.

Em agosto de 2018, as vendas do varejo na Bahia voltaram a crescer (0,4%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após terem recuado 1,1% de junho para julho. Ainda assim, foi o menor crescimento do país e ficou abaixo da média nacional (1,3%).

De julho para agosto, o comércio cresceu em 24 das 27 unidades da federação, com destaques positivos para Paraíba (7,5%), Acre (7,1%) e Minas Gerais (5,5%). As vendas recuaram em Tocantins (-2,0%) e no Piauí (-0,5%). Em Roraima (0,0%) as vendas ficaram estabilizadas.

Na comparação agosto/18 com agosto/17, as vendas na Bahia tiveram leve aumento (0,1%), mas ficando muito abaixo da média nacional (4,1%). Nesse confronto, o desempenho do varejo foi positivo em 23 das 27 unidades da federação, com os maiores crescimentos na Paraíba (14,1%), Espírito Santo e Maranhão (ambos com 9,6%) e Pará (9,1%).

Mesmo com o retorno aos resultados positivos em agosto, o varejo baiano continua em queda no acumulado no ano de 2018 (-0,8%), ficando bem abaixo da média nacional (2,6%).

Já nos 12 meses encerrados em agosto, as vendas do comércio varejista na Bahia se mantêm com um resultado positivo de 0,4%, também abaixo da média nacional (3,3%).

Recuos nas vendas de combustíveis (-16,1%) e vestuário (-6,3%) contribuíram para a retração do varejo baiano em agosto

Em agosto, na Bahia, 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2017.

Em termos de magnitude da taxa, o maior recuo ocorreu no segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria (-23,7%), porém as quedas nas vendas de Combustíveis e lubrificantes (-16,1%) e Tecidos, vestuário e calçados (-6,3%) foram, mais uma vez, as que mais contribuíram para a retração do varejo baiano como um todo.

O volume das vendas de combustíveis seguiu negativo pelo 12º mês consecutivo (as vendas caem seguidamente desde setembro de 2017) e já acumula retração de 14,4% em 2018.

As vendas do setor de vestuário tiveram em agosto seu quinto recuo consecutivo e apresentam o segundo recuo mais intenso no acumulado em 2018 (-6,6%).

Por outro lado, os destaques positivos no comércio da Bahia, em agosto, mais uma vez, foram os segmentos de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,8%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,1%).

As vendas de produtos farmacêuticos e cosméticos registraram sua 11ª alta consecutiva no estado e acumulam crescimento de 12,6% no ano. Já as de outros artigos de uso pessoal e doméstico seguem crescendo desde maio de 2017 – exercendo, mês a mês, uma das principais influências positivas no varejo baiano e acumulam no ano alta de 12,3%.

Outra influência positiva importante nas vendas do varejo baiano, em agosto, veio do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que voltou a crescer (2,7%) depois de recuar (-1,8%), em julho.

Vendas do varejo ampliado baiano cresce de julho para agosto (0,4%) mas recua em relação a agosto de 2017 (-0,1%)

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado voltaram a crescer em agosto (0,4%), frente ao mês anterior, após apresentar resultado negativo em julho (-2,6%). O resultado foi o menor crescimento do país, nessa comparação, ficando bem abaixo da média nacional (4,2%).

Na comparação com agosto de 2017, o varejo ampliado baiano teve queda nas vendas (-0,1%) e um desempenho pior que a média nacional (6,9%).

Com este resultado, o acumulado no ano das vendas do comércio varejista ampliado na Bahia desacelerou, de 2,6% em julho para 2,3% em agosto. Nos 12 meses encerrados em agosto, a variação também desacelerou, mas ainda se manteve positiva (3,1%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Frente a agosto de 2017, as vendas de veículos, motos, partes e peças recuaram (-0,8%) após apresentar alta de 5,8% em julho. Com o resultado, o acumulado no ano, para o setor, também desacelerou, de 12,6% em julho para 10,6% em agosto.

Já as vendas de material de construção apresentaram leve crescimento em agosto, passando de -2,2% em julho para 0,5%, mas ainda assim desacelerando no acumulado no ano, de 3,2% em julho para 2,8% em agosto.

*Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]