Feira de Santana: Vereador volta a tecer críticas à fila da regulação

Luiz Augusto (Lulinha): essa regulação é de competência do Governo do Estado.

Luiz Augusto (Lulinha): essa regulação é de competência do Governo do Estado.

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta terça-feira (30/10/2018), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Luiz Augusto de Jesus (Lulinha, DEM) levou ao conhecimento de todos a dificuldade de uma senhora em realizar uma intervenção cirúrgica na perna. Segundo ele, a dificuldade existe por conta da obrigatoriedade da regulação.

“Recebi em minha casa uma senhora que desde novembro do ano passado sofre com problemas na área de angiologia na perna. Fez tratamento particular, depois foi para UPA do HGCA e depois para o HGCA, onde foi informada de que precisa fazer uma cirurgia, mas por conta da regulação em Salvador ainda não conseguiu. Ela está correndo risco de perder a perna. Uma cirurgia particular custa mais de R$ 15 mil e ela não tem condições financeiras para isso. Já vou entrar em contato com alguns amigos, inclusive com o prefeito para ver se consigo essa regulação’, relatou Lulinha.

O vereador criticou o sistema de regulação. “Todos sabem que esse sofrimento é de muita gente. Essa bendita regulação é de obrigação do Estado, mas muitos morrem porque não conseguem. Quem entra nessa fila fica sofrendo. No Hospital da Criança do Estado, aqui em Feira, para conseguir uma cirurgia é a coisa mais difícil. Só entra lá também via regulação. O governador veio à Feira de Santana e tirou a maternidade do HGCA e instalou no Hospital da Criança, o que dificultou mais ainda o atendimento. As pessoas procuram os vereadores, mas infelizmente não podemos fazer nada porque essa regulação é de competência do Governo do Estado. E isso não acontece só em Feira de Santana, mas na Bahia toda. Aqui em nossa cidade é feito o que pode, que é estabilizar o paciente. Muitas vezes, quando o paciente consegue essa regulação já não tem mais jeito”, avaliou.

Em aparte, o edil Edvaldo Lima (PP) apresentou uma proposta para tentar resolver esse problema. “Somos 21 vereadores, então vamos sair com faixas nas ruas e com a repercussão o Estado vai resolver. Tem um senhor que está na policlínica desde a semana passada e não conseguiu regulação para hospital nenhum. Vamos fazer uma passeata”, sugeriu.

De volta com a palavra, Lulinha sugeriu que o movimento englobasse todos os vereadores da Bahia. “Não é apenas Feira que é prejudicada com essa regulação. Se o governador tivesse compromisso com Feira já teria construído o novo hospital geral que prometeu”, ressaltou.

Também em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) lembrou que se as policlínicas da cidade não funcionassem 24 horas, a assistência na saúde seria bem pior. “Imagine se Ronaldo não tivesse aberto as portas das policlínicas 24 horas? O que vimos é apadrinhamento de macas. Não podemos concordar com isso, temos que acabar com essa regulação. A policlínica não tem competência para assistir pacientes graves como por exemplo, com quadros de infarto ou AVC”, observou.

Para finalizar, Lulinha lamentou que o povo esteja sofrendo. “Temos que falar porque somos cobrados pelo povo o tempo inteiro. Ligamos para muitas pessoas tentando fazer a nossa parte, mas não entendo que deveria ser assim, deveria ser porta aberta como era antes”, findou.

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