Estudantes participam de Stands de tecnologia e tem oportunidade de adquirir livros durante o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana

Festival Literário e Cultural de Feira de Santana realizado na Praça Padre Ovídio.

Festival Literário e Cultural de Feira de Santana realizado na Praça Padre Ovídio.

Oferecer à comunidade feirense um contato direto com a tecnologia e temáticas acerca das relações étnico-raciais. Este foi o principal objetivo dos stands da Secretaria Municipal de Educação na Flifs – 11ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, encerrado neste domingo (30/09/2018), na Praça Padre Ovídio. A SEDUC foi uma das instituições parceiras do evento e colaborou para sua realização.

A SEDUC apresentou dois stands – o de relações étnico-raciais e o da lousa digital. Além dos alunos e professores da Rede Municipal de Educação, todos os visitantes têm a oportunidade de conhecer, participar e interagir com os conteúdos expostos.

“Permitir a comunidade o acesso à literatura que envolva a diversidade é essencial”, defende o professor Renê Brito Nascimento, do Núcleo de Estudos para as Relações Étnico-raciais e Educação Quilombola – NerEEQ, da Secretaria de Educação. “Desde 2015 trazemos exemplares e agora também buscamos orientar os visitantes sobre as editoras que oferecem as obras”, destaca.

O stand oferece ainda exposições artísticas e uma oficina de turbantes e tranças. “Este é um espaço que colabora no sentido de aprimorar a qualidade das discussões sobre relações étnico-raciais”, argumenta Renê.

Tecnologia

A importância de aliar a educação à tecnologia foi destacada no stand da lousa digital. A SEDUC dispõe de 150 lousas instaladas nas escolas municipais, que colaboram para o suporte educacional oferecido aos professores e estudantes. Os equipamentos tecnológicos viram espaços de aprendizagem através de jogos e brincadeiras, além de colaborarem com diversas necessidades em sala de aula.

“Apresentamos à comunidade uma parte da nossa proposta – usar a tecnologia em prol da educação, utilizando um aparelho de fácil uso, lúdico, que colabora com o aprendizado dos alunos”, explica João Mota, do Núcleo de Tecnologia da SEDUC.

Quem esteve na FLIFS pode interagir diretamente com a lousa digital. “Eu gostaria muito de ter uma dessa na minha escola”, relata Davi Ruan Mata Silva, de 10 anos, aluno da rede privada. “Conheci a lousa na Feira do Livro do ano passado e voltei para participar novamente dos jogos educativos”, conta. Davi brincou com jogos matemáticos e de lógica.

Apaixonada por leitura, estudante da zona rural realizou sonho de comprar livros

A maioria das crianças na faixa etária de Bruna Ferreira Oliveira, estudante do 2º ano na Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias, do Distrito de Humildes, deseja ter algum brinquedo tecnologico, celular ou tablet. Mas para ela, que está descobrindo o prazer da leitura, o objeto de desejo é algo que pode ser bastante acessível para alguns: livros.

Durante o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS), que foi encerrado neste domingo, 30, Bruna teve a oportunidade de comprar livros pela primeira vez em sua vida. Ela foi uma dentre os 2.600 estudantes, além de 500 profissionais da rede municipal de educação, que foram contemplados com vale-livros.

“Eu amei poder comprar os livros que eu sempre quis ter e não podia”, comemora. “Gosto de ler, estou aprendendo a soletrar e hoje comprei dois livros que queria muito. Estou tão empolgada, quero mostrar tudo para a minha mãe”, conta.

Oportunidade de escolher motivou Maria Isabel

A chance de fazer as próprias escolhas animou a estudante Maria Isabel Silva dos Santos, 3º ano na Escola Municipal João Macário Ataíde, do Distrito de Jaíba: “A gente pode escolher o que quiser, isso é bom. Levei o ‘Alice no País das Maravilhas’, para poder ler de novo, pois achei muito bom”.

Neste ano, foram investidos R$ 100 mil para atender à demanda de 2.600 estudantes e 500 profissionais da educação. Cada aluno inscrito através do edital da Secretaria Municipal de Educação recebeu um vale-livro no valor de R$ 28,00; cada professor, no valor de R$ 50,00. Livros acadêmicos, histórias encantadas, brinquedos, diários, quadrinhos, entre outros, foram adquiridos com os vales.

“Professores precisam ser constantes leitores, para que possam também passar o exemplo aos alunos. Este é um importante incentivo para que continuem se aperfeiçoando”, acredita a diretora da Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias, Suzana Alves de Almeida. “Nós temos um trabalho de leitura na escola e pudemos observar que estamos gerando frutos, as crianças estão cada vez mais interessadas nos livros”, afirma.

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