Eleições 2018: “Verás que um professor não foge à luta!”: Fernando Haddad agradece pelos 47 milhões de voto e faz chamado de coragem

Fernando Haddad ao lado da vice Manuela d'Ávila e abraçado a esposa Ana Estela Haddad.

Fernando Haddad ao lado da vice Manuela d’Ávila e abraçado a esposa Ana Estela Haddad.

Findadas as eleições presidenciais de 2018, o candidato Fernando Haddad (PT/SP) fez um pronunciamento aos brasileiros. O candidato fez um chamado de coragem aos mais de 45 milhões de eleitores que se opuseram ao autoritarismo e violência representados pela candidatura adversária.

Ele se colocou à disposição para a luta contra o retrocesso e os ataques à democracia, em um discurso espontâneo aclamado pelos apoiadores que acompanhavam a apuração, em São Paulo. “Coloco a minha vida à disposição desse país, e tenho certeza de que falo a milhões de pessoas.”

Agradeceu a militância aguerrida, grande responsável pelo crescimento nas vésperas do pleito. “Gente que saiu às ruas, passou a panfletar no país inteiro, passou a dialogar e reverter o quadro que se anunciava na primeira semana do primeiro turno.”

Também lembrou que o Brasil já enfrente há alguns anos a fragilidade das instituições, refletidas no golpe contra Dilma Roussefff e na prisão de Lula, impedido de registrar sua candidatura, contrariando recomendações da ONU. E que a luta é por democracia e soberania continua.

“Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição. Temos que garantir as instituições e não vamos deixar de exercer nossa cidadania. Talvez o Brasil nunca tenha precisado tanto do exercício da nossa cidadania como agora. E quero dizer que senti uma angústia e um medo em muitas pessoas. Não tenham medo. Nós estaremos aqui, estaremos juntos. Vamos abraçar a causa de vocês. Coragem. Viva o Brasil!”

Confira os principais trechos

“Aprendi o valor da coragem para defender a justiça a qualquer preço, aprendi que a coragem é um valor muito grande em sociedade, e que a gente depende dela.

Uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento. Diverge da maioria e tem uma visão diferente do Brasil.

Gente que saiu às ruas, passou a panfletar no país inteiro, passou a dialogar e reverter o quadro que se anunciava na primeira semana do primeiro turno.

Vivemos um período já longo, em que as instituições são colocadas a prova a todo instante. A começar em 2016, com a derrubada da presidenta Dilma e com a prisão do presidente Lula.

Fomos a todos os rincões levar a mensagem que precisávamos levar. Que a soberania e a democracia estão acima de todos nós. Entendemos a democracia não só do ponto de vista formal, são os direitos civis, políticos e trabalhistas que estão em jogo nesse momento. Temos uma tarefa enorme, que é defender os interesses e os pensamentos desses 45 milhões que nos acompanharam até aqui. Nós temos um compromisso com a prosperidade do país (…) e temos que fazer oposição.

Nós não vamos deixar este país ir para trás. Nós vamos colocá-lo acima de tudo e vamos defender os nossos pontos de vista, respeitando a democracia, respeitando as instituições, mas sem deixar de colocar nosso ponto de vista, sobre tudo que está em jogo no Brasil.

Verás que um professor não foge à luta! (…) Temos uma longa trajetória e reconhecemos a cidadania, não vamos deixar esse país para trás. Vamos colocar nosso ponto de vista em todo. Vamos reconectando com as bases, nos reconectando com os pobres desses país.

Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição. Temos que garantir as instituições e não vamos deixar de exercer nossa cidadania. Talvez o Brasil nunca tenha precisado tanto do exercício da nossa cidadania como agora. E quero dizer que senti uma angústia e um medo em muitas pessoas. Não tenham medo. Nós estaremos aqui, estaremos juntos. Vamos abraçar a causa de vocês. Coragem. Viva o Brasil!”

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