Eleições 2018: PSDB perde em Minas, mas mantém São Paulo e vence em mais dois estados

O governador eleito de São Paulo João Doria (PSDB) agradeceu os 10,9 milhões de votos recebidos.

O governador eleito de São Paulo João Doria (PSDB) agradeceu os 10,9 milhões de votos recebidos.

Dos seis candidatos tucanos que foram ao segundo turno nos estados, três venceram as eleições para governador neste domingo (28/10/2018): João Doria, em São Paulo; Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul; e Reinaldo Azambuja, em Mato Grosso do Sul.

A maior derrota foi em Minas Gerais, com o senador Antônio Anastasia, que chegou a liderar as pesquisas, mas teve menos da metade dos votos de seu opositor, Romeu Zema. José de Anchieta perdeu em Roraima e Expedito Júnior, em Rondônia.

Ao comemorar a vitória, João Doria elogiou e agradeceu aos tucanos Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência; ao senador José Serra e ao ex-presidente Henrique Cardoso, mas nenhum deles estava ao lado do governador eleito. Logo após o primeiro turno, em reunião fechada da Executiva, Geraldo Alckmin chamou indiretamente Doria, que  já apoiava Jair Bolsonaro (PSL), de “traidor” e “temerista”. Além do candidato tucano, Geraldo Alckmin também apoiou a candidatura de seu vice, Márcio França (PSB), ao governo paulista.

O resultado no segundo turno ameniza o mau resultado do partido nas eleições de 2018, a começar  pela candidatura  à Presidência da República, em que obteve menos de 5% dos votos –   a menor votação do PSDB à Presidência desde 1994 -, e pela diminuição das bancadas na Câmara e Senado.

Na Câmara, o PSDB elegeu 29 deputados, sendo que há quatro anos a bancada era de 54 parlamentares eleitos. O número elevado, em 2014, fez com que a legenda ocupasse a confortável terceira posição na Câmara dos Deputados, atrás apenas do MDB e do PT, se favorecendo na escolha de comissões permanentes e demais cargos na Casa.

A situação do PSDB no Senado não é diferente. Elegeu apenas oito senadores. É o menor número desde 2010. Há oito anos, foram 11 senadores eleitos pela legenda, número que em 2014 caiu para 10.

Escândalos

Há um ano, a legenda está em crise, desde que vários de seus líderes foram denunciados por envolvimento em irregularidades.  Às vésperas das eleições, houve operações policiais que levaram à prisão os ex-governadores tucanos do Paraná, Beto Richa, e de Goiás, Marconi Perillo, acusados na Lava Jato. Ambos eram considerados referências no PSDB e puxadores de voto. Antes, o ex-presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG),  foi denunciado por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Nota do presidente do PSDB

Em nota, o presidente da Executiva Nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, cumprimenta os candidatos do partido por “terem-se empenhado nesta legítima luta em benefício de seus respectivos estados e pelo engrandecimento do PSDB e da democracia”.

Ele também parabeniza Jair Bolsonaro, eleito presidente do país neste domingo (28), e diz: “que seja portador de decisões que honrem os deveres do elevado cargo que agora assume”.

“Associo-me a todos os brasileiros na esperança de que a decisão soberana das urnas seja o início de um período de  respeito aos valores supremos da nossa Constituição e de renovação do compromisso fundamental de construção de uma sociedade mais livre, justa e solidária”, diz Alckmin, que candidatou-se à Presidência da República, mas foi derrotado no primeiro turno destas eleições.

*Com informações da Agência Brasil.

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