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Eleições 2018: Professores da UFRB assinam manifesto em defesa de Fernando Haddad presidente; Proposta objetiva preservar a democracia, os direitos humanos e a universidade pública

Professores da UFRB defendem Fernando Haddad pata presidente da República e dizem que proposta do opositor representa retrocesso econômico e social.

Professores da UFRB defendem Fernando Haddad pata presidente da República e dizem que proposta do opositor representa retrocesso econômico e social.

Em manifesto, encaminhado nesta segunda-feira (22/10/2018) ao Jornal Grande Bahia (JGB), pelos pesquisadores Doutores David Romão Teixeira e Antonio Eduardo Alves de Oliveira, professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), foi declarado que os cerca de 110 signatários do documento, a maioria formada por membros da UFRB, defendem Fernando Haddad (PT) à presidente da República, com a finalidade de preservar a democracia, direitos humanos e a universidade pública.

Os pesquisadores alertam de que existem dois projetos em disputa, um democrático e outro autoritário, e que é necessário optar por um governo que promova a inclusão social, educação e saúde.

Eles citam que a candidata de Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é repleta de referências de ódio homofóbico e misógino, racismo e por enorme hostilidade à democracia e às liberdades e que estes fatores o excluem como opção política para o desenvolvimento da sociedade.

Confira íntegra do manifesto

Professores/as da UFRB com Fernando Haddad – voto 13!  Para defender a democracia, os direitos, as universidades públicas e a UFRB

Neste segundo turno existem dois projetos antagônicos em disputa, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), um democrático e outro autoritário; um que defende os serviços públicos e outro a privatização; um que defende a revogação do Teto dos Gastos públicos que sufocam a educação e saúde, e outro que defende a manutenção das medidas econômicas do governo Temer.

Num quadro em que tudo indica a eleição de um Congresso ainda mais reacionário do que o atual, a passagem de Bolsonaro, candidato de extrema-direita, dotado de uma plataforma que reedita, aprofunda e acelera a política do golpe aplicada por Temer, coloca sob grave ameaça o que resta das conquistas e direitos e promete avançar celeremente na aplicação da lei das terceirizações universais, da reforma trabalhista e dos dispositivos contidos na EC 95. Em acréscimo, a campanha de Bolsonaro apontou novos ataques, como o fim do 13º salário, do adicional de férias e dos direitos trabalhistas conquistados em anos recentes pelos trabalhadores e trabalhadoras domésticas.

Todas estas medidas destrutivas que continuam a linha de Temer surgem no horizonte amparadas num movimento político caracterizado pela violência visual e real (os casos se multiplicam), pelo ódio homofóbico e misógino, racista e por enorme hostilidade à democracia e às liberdades.

É preciso dizer também que elas se colocam sob o amparo da tutela militar, com generais levantando a voz para questionar o resultado das urnas e dos tribunais que seguem desempenhando o papel de agentes políticos em benefício do golpe e dos golpistas. Isto é, a ameaça representada por Bolsonaro se ergue sob a proteção das atuais instituições, convertidas há mais de dois anos em ferramentas do golpe.

O candidato Jair Bolsonaro ainda aponta claramente que pouco ou nada sabe dos desafios da Educação Brasileira, muito menos das universidades públicas e da Ciência &Tecnologia e Inovação. No primeiro turno foi o único candidato que não respondeu ao convite da SBPC para apresentar seu projeto para estas pastas, fugir do debate público tem sido sua regra.

Contudo, vamos vencer estas eleições para preservar os direitos e as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras e deter a barbárie da destruição de tudo que se conquistou. As organizações dos trabalhadores devem ocupar seu lugar na luta para levar Fernando Haddad 13 à vitória. Vitória necessária para revogar a EC 95/2018, a contrarreforma trabalhista e a lei das privatizações; para preservar a autonomia universitária;  para ampliar os recursos para investimento e custeio da UFRB; para barrar a reforma da previdência de Temer/Bolsonaro; para assegurar as verbas da pesquisa, ora depredadas pela política de Temer e dos dispositivos da EC 95; para termos a imediata da negociação com o ANDES-SN da pauta dos servidores e professores federais.

Diante da necessidade de defender direitos e conquistas, de barrar o retrocesso anunciado pela possibilidade de um governo de extrema-direita, não podemos perder tempo! Chamamos os/as professores/as da UFRB a constituir em regime de emergência comitês da campanha de Haddad e Manuela e passar a ação imediatamente! O tempo urge, a hora é agora! Associo-me a este manifesto:

Adriana Lourenço Lopes

Albany Mendonça Silva

Amélia Borba Costa Reis

Ana Cristina Nascimento Givigi

Ana Lúcia Moreno Amor

Ana Paula Diorio

Ana Paula Nunes de Abreu

Ana Valécia Araújo Ribeiro Brissot

Andréa Alice Rodrigues Silva

Andréia dos Santos Simões

Ângela Figueiredo

Antonio Liberac Cardoso S. Pires

Carla Carolina Costa da Nova

Carlos Adriano da Silva Oliveira

Carolina Moreno Salcedo Nunes

Clara Lima de Oliveira

Cristina Souza Paraíso

Daniela Abreu Matos

David Romão Teixeira

Débora Feitosa

Débora Rodrigues Santos

Deisy Vital dos Santos

Diana Anunciação Santos

Djanilson Barbosa dos Santos

Djenane Brasil da Conceição

Dyane Brito Reis

Éder Pereira Rodrigues

Edgilson Tavares de Araújo

Edleuza Oliveira Silva

Élcio Rizério

Elga Lessa de Almeida

Elias Santiago Assis

Emi Coide

Erico Gonçalves de Figueiredo

Fabiano Martins

Fábio Josué Souza dos Santos

Fabrício Dalla Vecchia

Fátima Aparecida Silva

Fernanda Braga Magalhães Dias

Fernando Tisque

Fernando Vicentini

Flávia Conceição dos Santos Henrique

Franciane Rocha

Geórgia Nellie Clark

Givanildo Oliveira

Gleide Sacramento da Silva

Guilherme Soares

Heleni Duarte Dantas de Ávila

Ingrid Wink

Jacson Machado Nunes

Janaine Zdebski da Silva

Jeiza Botelho Leal Reis

José Arlen Beltrão de Matos

José Da Conceição Santana

José Raimundo J. Santos

José Roberto Santos Sampaio

Josele de Farias Rodrigues Santa Bárbara

Josineide Vieira Alves

Jucileide Ferreira do Nascimento

Juliana Neves Barros

Juliano Pereira Campos

Juvenal Carvalho

Juvino Alves Filho

Karina de Oliveira Santos Cordeiro

Kátia Cristina Lima Santana

Kelly Barros Santos

Kleyson Rosário Assis

Leandro Cerqueira Santos

Leandro Nascimento Diniz

Leopoldo Melo Barreto

Letícia dos Santos Pereira

Lia da Rocha Lordelo

Lívia Milena Barbosa de Deus e Mello

Liz Oliveira dos Santos

Luciana Alaíde Alves Santana

Luciana da Cruz Brito

Lúcio José de Sá Leitão Agra

Luís Flávio Godinho

Luiz Henrique Sá da Nova

Maíra Lopes dos Reis

Manuela Arruda

Marcelo Araújo

Márcia Cozzani

Márcia Luzia Cardoso Neves

Marcílio Delan Baliza Fernandes

Maria Eurácia Barreto de Andrade

Maria Goretti da Fonseca

Mariana Martins Meireles

Mariella Pitombo

Marta Rosa Figueira Queiroz

Maurício F. Silva

Micheli Dantas Soares

Nadja Vladi Cardoso Gumes

Nanci Rodrigues Orrico

Orahcio Felicio

Paula Alice Baptista Borges

Paulo Gabriel Soledade Nacif

Priscila Gomes Dornelles

Rafael Coelho Rodrigues

Raul Lomanto

Renata Correia L. Ferreira Gomes

Ricardo Henrique Andrade

Ricardo José Brugger Cardoso

Ricardo Pacheco Reis

Roberto Lyrio Duarte Guimarães

Roberval Passos de Oliveira

Ronaldo Barros

Roney Gusmão

Rosana Soares

Samuel Barros

Sérgio Ricardo Oliveira Martins

Silvia de Oliveira Pereira

Sílvia Michele Macedo de Sá

Simone Brandão

Tarcísio Cordeiro

Tatiana Rodrigues Lima

Tattiana Velloso

Teófilo Alves Galvão Filho

Terciana Vidal Moura

Thaís Fernanda Salves de Brito

Thereza Bastos

Thiago Barcelos Soliva

Tiago Rodrigues Santos

Victor Hugo Soares Valentim

Viviane Ramos de Freitas

Waleska Rodrigues de M. O. Martins

Willian Tito Maia Santos

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).