Eleições 2018: Jair Bolsonaro é “sinal fatal” para América Latina, diz Martin Schulz ex-presidente do Parlamento Europeu

Candidato à presidência da República de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um político identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que professa discurso do ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

Candidato à presidência da República de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um político identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que professa discurso do ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

Diante do sucesso do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que obteve 46% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial de domingo, o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz alertou nesta segunda-feira (08/10/2018) sobre os efeitos do avanço da extrema direita para todo o continente.

“Isso [a vitória de Bolsonaro] seria um sinal fatal para toda a América Latina e um peso para a cooperação internacional”, declarou o político alemão, ex-líder do Partido Social-Democrata (SPD), à agência de notícias dpa.

Há anos Schulz, que é deputado federal, defende um acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. O político disse que, no caso da eleição de Bolsonaro, esse tratado ficará cada vez mais distante.

O político também afirmou que o candidato Fernando Haddad (PT) tem agora a chance de reunir as “forças democráticas e progressistas” contra a ameaça de um “poder populista e autoritário”.

Em agosto, Schulz visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão. Em Curitiba, o político afirmou que a visita era tanto de caráter privado quanto em nome dos social-democratas alemães. Ele é o mais notório membro do partido a se manifestar e agir em solidariedade ao petista.

Em entrevista à DW, Schulz afirmou que não estava em posição de “julgar o Judiciário brasileiro”, mas opinou que os procedimentos contra Lula provocaram “mais perguntas do que dão respostas”. Ele não escondeu que torcia pela vitória petista nas eleições.

Schulz foi um dos arquitetos da atual coalizão de governo da Alemanha, mas sua influência na atual administração liderada pela chanceler federal Angela Merkel (da União Democrata Cristã, ou CDU) hoje é limitada. Ele também perdeu boa parte do seu capital político no início do ano.

Em fevereiro, quando ainda era líder do SPD, Schulz caiu publicamente em desgraça após ter manifestado a intenção de assumir o cargo de ministro do Exterior em um governo liderado pela conservadora Merkel. Isso contradisse uma promessa feita durante a campanha eleitoral do ano passado, quando Schulz afirmara que não pretendia mais manter a aliança dos social-democratas com a chanceler e descartara assumir qualquer cargo ministerial.

No final, os social-democratas acabaram se aliando mais uma vez a Merkel e formaram uma nova coalizão. Mas as ambições pessoais de Schulz foram intoleráveis para a base do partido. Ele renunciou à liderança do SPD no final de fevereiro. Ainda conseguiu apontar como sucessora a sua apadrinhada Andrea Nahles.

*Com informações da Deutsche Welle Brasil.

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