Eleições 2018: Jair Bolsonaro, defensor da ditadura militar pretende entregar as riquezas nacionais ao capital internacional | Por Sérgio Jones

Preconceito e xenofobismo marcam discurso do político de extrema-direita Jair Messias Bolsonaro.

Preconceito e xenofobismo marcam discurso do político de extrema-direita Jair Messias Bolsonaro.

Embora procure amenizar as bobagens proferidas ao longo de sua campanha política, a figura do execrável fascista Jair Bolsonaro ressurge, com a aproximação do pleito eleitoral, segundo turno, ao tentar apresentar a imagem de que é um bom moço. Na verdade, é lobo em pele de cordeiro. Em diversas ocasiões, Bolsonaro fez declarações contrárias aos direitos dos povos quilombolas, indígenas, da mulher dos homossexuais, entre tantas outras. No ano passado, em palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, por exemplo, o candidato disse que, caso chegue à presidência da República, “não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou quilombola”.

Em recente entrevista concedida em uma emissora de TV, ele foi enfático ao afirmar que se eleito for irá adotar medidas draconianas para garantir o direito à propriedade privada, sem explicar que propriedades privadas são essas. Muitas existentes, atualmente têm suas origens na prática de grilagem.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), manifestou repúdio contra as acusações do candidato de que as demarcações de terras indígenas atenderam a interesses de outros países e atentariam contra o interesse nacional. Como sempre o Bolsonaro repete a frase preferida de nove entre dez aspirantes a ditador. Ele pega a parte pelo todo, usa o conceito de nacionalismo como um refúgio para abrigar os canalhas e estes tipos de vermes políticos do qual ele se incluem. Estes gusanos surgem durante as crises históricas, o que poderíamos comparar com doenças oportunistas que se prevalecendo da baixa imunidade do paciente se aproveitam para se instalar confortavelmente e destruir o seu hospedeiro. É o que ele vai fazer com a nação caso seja bem sucedido nas urnas, neste segundo turno.

Em defesa dos povos indígenas, o Cimi cita o Artigo 20 da Constituição, dispositivo segundo o qual “as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e os recursos minerais, inclusive subsolo, são bens da União”, portanto, são propriedades do Estado Brasileiro.

O artigo 6 do Decreto 1775/96, lembra a entidade, determina que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas sejam registradas “em cartório imobiliário da comarca correspondente e na Secretaria de Patrimônio da União do Ministério da Fazenda”.

O Parágrafo 3º. do Artigo 231 da nossa Carta Magna diz que a pesquisa e a lavra de recursos minerais em terras indígenas podem ser realizadas desde que autorizada pelo Congresso Nacional e de acordo com lei complementar”, acrescenta o órgão.

A definição do fascismo já foi feita por muitos ilustres filósofos e pensadores. Sendo que uma delas se encaixa como uma luva no tocante ao “Capital do Mato”. “Os fascistas do futuro não vão ter aquele estereótipo de Hitler ou Mussolini. Não vão ter aquele jeito de militar durão. Vão ser homens falando tudo aquilo que a maioria quer ouvir. Sobre bondade, família, bons costumes, religião e ética. Nessa hora vai surgir o novo demônio, e tão poucos vão perceber a história se repetindo”, autoria desconhecida.

*Sérgio Antônio Costa Jones é jornalista e colaborador do Jornal Grande Bahia (JGB).

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