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Eleições 2018: ‘FT’ vê batalha entre extrema-direita e extrema-esquerda; veja o que diz a imprensa estrangeira

Jornal alemão Frankfurter Allgemeine classifica Bolsonaro como 'radical de direita'.

Jornal alemão Frankfurter Allgemeine classifica Bolsonaro como ‘radical de direita’.

A disputa entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) é, para o jornal britânico Financial Times, sinônimo de batalha entre a “extrema direia e a extrema esquerda”.

Em vídeo publicado nesta quarta-feira (04/10/2018), o jornalista do FT Joe Leahy diz que o embate eleitoral entre os dois extremos é considerado “um pesadelo para o mercado”, e que o resultado das eleições pode condenar o Brasil a mais quatro anos de briga política.Leahy diz que o mercado preferia o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que não decolou nas pesquisas. Para o FT, Bolsonaro “é o primeiro candidato de extrema-direita com chances de comandar o Brasil desde que os militares estiveram pela última vez à frente do país nos anos 1980”.

“A mensagem dele é simples: combater o crime de forma brutal e recuperar o que chama de valores tradicionais da família. Eleitores veem Bolsonaro como um outsider livre dos escândalos de corrupção que têm desacreditado a classe política”, diz o jornalista britânico, que lembra que o candidato é um “ex-capitão do Exército conhecido pelas declarações depreciativas em relação a mulheres, negros e homossexuais”.

O FT diz que no polo oposto a Bolsonoro está o “advogado, economista e filósofo” Fernando Haddad, ex-prefeito de SP que é visto com um moderado, mas é representante do PT, partido que tem se “radicalizado e se transformou em alvo de investigações contra corrupção”.

No vídeo, o jornalista Joe Leahy ressaltou que, como em outros países, as redes sociais têm papel de destaque nas eleições de 2018 no Brasil “com memes e fake news”. “O debate de políticas (públicas) foi a primeira vítima dessa eleição”, disse o jornalista, que alerta para o fato de o país viver uma recessão e estar a caminho de uma crise.

Para o FT, reformas profundas, como a da previdência, são necessárias se o Brasil quiser prosperar.

A revista britânica The Economist também publicou nesta semana um vídeo em seu perfil no Facebook em que tenta explicar a ascensão de Jair Bolsonaro.

No vídeo, a revista, que já tinha publicado reportagem de capa sobre o candidato, voltou a criticar Bolsonaro, dizendo que a democracia na América Latina corre risco se ele for eleito e que um eventual governo do candidato do PSL não é a resposta para a insatisfação com a classe política.Mais destaque para Bolsonaro

Nos últimos dias, o nome de Jair Bolsonaro tem ganhado mais destaque na imprensa internacional que os dos demais candidatos. Além de destacar o crescimento do candidato nas pesquisas, a imprensa tem dado destaque para as posições políticas, declarações controversas, além dos protestos e acusações recentes contra o candidato.

Além do FT, a agência de notícias Reuters também classifica Bolsonaro como de “extrema direita”. Já Haddad é classificado como candidato de esquerda pela Reuters.

O argentino Clarín , por sua vez, chama Bolsonaro de “ultradireitista” e noticiou ontem que o petista Fernando Haddad havia se autoproclamado de “remédio contra o facismo”. Na página do Clarín na internet, Bolsonaro é definido como um “político nacionalista e conservador”.

Já em veículos da imprensa alemã, Bolsonaro aparece como “populista de direita” ou candidato “da direita radical”.O jornal alemão Frankfurter Allgemeine publicou há dois dias um texto no qual fala dos protestos contra o candidato “da direita radical” e do “desencanto com o mito”.

“Na semana anterior ao primeiro turno no Brasil, está se formando uma larga frente de resistência ao candidato da direita radical, que continua liderando as pesquisas de opinião. O ataque acontece bastante tarde – e ajuda principalmente um candidato”, diz a publicação, em referência a Fernando Haddad como beneficiário da campanha conta Bolsonaro.

O Frankfurter Allgemeine citou reportagens mais recentes contra Bolsonaro, dizendo que ele foi acusado de não declarar toda a renda à Justiça Eleitoral ou de ter comportamento agressivo conta a ex-mulher – o que o candidato nega.

Já a revista alemã Der Spiegel publicou há cinco dias uma matéria com o título “Jair Bolsonaro, populista de direita: o discurso de ódio agora está tomando o poder no Brasil?”. A publicação afirma que uma das maiores democracias do mundo corre risco e que, se o “populista direitista Jair Bolsonaro vencer a eleição presidencial, os militares também voltarão ao comando” do país.

Nesta semana, o jornal americano Washington Post faz uma retrospectiva do trabalho de Bolsonaro nos 27 anos em que atuou como deputado federal, citando uma análise da agência Associated Press.

“O pequeno sucesso legislativo de Bolsonaro e a aparente inabilidade de fazer com que outros legisladores comprassem as ideias dele levanta dúvidas se ele seria capaz de governar num ambiente multipartidário onde a construção de coalizões é vital”.

*Com informações da BBC Brasil.

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