Eleições 2018: Fernando Haddad denuncia Jair Bolsonaro por recorrer à farsa do kit gay

Indícios comprovam uso de 'fake news' e financiamento ilegal da campanha de Jair Messias Bolsonaro.

Indícios comprovam uso de ‘fake news’ e financiamento ilegal da campanha de Jair Messias Bolsonaro.

Os advogados da coligação O Povo Feliz de Novo, do candidato a presidente Fernando Haddad (PT), entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (26/10/2018), contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) por desrespeitar uma decisão da própria Corte nas Eleições 2018. O candidato do PSL utilizou a fake news sobre o chamado ‘kit gay’ para atingir a imagem do petista, o que estava judicialmente proibido.

Bolsonaro afrontou os ministros do TSE, uma vez que o tribunal havia determinado, no dia 15 deste mês, a remoção de vídeos e qualquer material que espalhasse a mentira sobre o suposto kit gay – que não existe nem nunca existiu.

Na representação desta sexta, os advogados de Haddad pedem a imediata retirada dos conteúdos falsos nas páginas do Twitter e do Facebook de Bolsonaro. Ainda segundo os representantes do petista, o candidato do PSL teve a manifesta intenção de divulgar a falsa notícia com fins “estritamente eleitorais”.

O desrespeito de Bolsonaro à decisão do TSE teve o claro propósito de injuriar, difamar e caluniar Fernando Haddad mediante falsas notícias, o que é vedado pela legislação eleitoral. As manifestações do candidato do PSL agridem, sobretudo, a lisura do processo eleitoral, bem como o Estado Democrático de Direito, ao não oferecer qualquer possibilidade de um contraponto de Haddad, ou debate.

Manipulação do eleitorado

A BBC publicou uma matéria sobre “Os valores e ‘boatos’ que conduzem evangélicos a Bolsonaro”. A fake news relativa ao “kit-gay” mostrou-se determinante na definição dos votos desse segmento da população brasileira de acordo com a notícia – confirmando o que a campanha de Fernando Haddad vinha denunciando nas últimas semanas.

Nesta semana, foi descoberta uma rede de fake news financiada por políticos ligados a Bolsonaro. A Empresa Raposo Fernandes Associados fazia a festão de 68 páginas e 43 perfis no Facebook que espalhavam fake news pró-Bolsonaro.

A estratégia faz parte de um “caos cibernético” de disseminação de fake news contra Haddad. Uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) monitorou 90 grupos de WhatsApp de diversos candidatos a presidente e constatou que os grupos criados para favorecer Bolsonaro têm uma organização na disseminação de notícias falsas.

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