Eleições 2018: #EleNão | Por Sérgio Jones

Convocado por movimentos de mulheres, protesto retornam às ruas do Brasil em repúdio à candidatura do político de extrema-direita Jair Bolsonaro: #EleNão.

Convocado por movimentos de mulheres, protesto retornam às ruas do Brasil em repúdio à candidatura do político de extrema-direita Jair Bolsonaro: #EleNão.

Diante da grave ameaça que representa a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL/RJ), denominado por setores da sociedade como “o coiso”, organizações e coletivos de mulheres, pretendem mais uma vez, saírem às ruas para protestarem e mostrarem os seus descontentamentos com o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL). O evento cívico está programado para acontecer no sábado (20/10/2018).

Durante a manifestação será denunciado o apoio que Jair Bolsonaro a ditadura militar, violação dos direitos humanos, direitos das minorias e a ocorrência comprovada de torturas. Será denunciado, também, a forma despudorada com a quebra da normalidade democrática. As suas patéticas propostas apontam para um modelo de projeto político que pretendem dar continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro.

Com esta atitude, as mulheres demonstraram o seu descontentamento contra a candidatura da Besta, a convocatória destaca que Fernando Haddad (PT) “representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que têm como princípio salvaguardar o frágil tecido que reveste a democracia brasileira.

As representantes do movimento feministas destacam que elas são uma das principais barreiras para que o candidato vença as eleições presidenciais. E agora que ele está em campanha e percebeu a importância do voto feminino, busca esconder o seu projeto violento e discriminatório, e suas conhecidas posições machistas, racistas e homofóbicas.

Elas garantem que não estão esquecidas que ele votou contra os direitos das trabalhadoras domésticas, que pretende armar a população, que incita a violência, sendo um agravante ainda maior, quer retroceder a um regime autoritário, ditatorial e militar. O que o coloca como uma ameaça à saúde da nação e por extensão, de todo o povo brasileiro. Importante observar que o movimento é suprapartidário e foi convocado sobretudo, por meio das redes sociais, com a hashtag #EleNÃO, além de contar com o apoio irrestrito de artistas do mundo inteiro, entre eles, da cantora pop Madonna.

*Sérgio Jones, jornalista ([email protected])

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).