Eleições 2018: Centro de Estudo e Memória da Juventude denuncia escalada fascista e rejeita repressão de Estado contra a liberdade de expressão e a favor de Jair Bolsonaro

Nota do CEMJ denuncia escalada fascista promovida pelas forças policias do Estado em conluio com os setores retrógrados e decadentes do Ministério Público e Poder Judiciário.

Nota do CEMJ denuncia escalada fascista promovida pelas forças policias do Estado em conluio com os setores retrógrados e decadentes do Ministério Público e Poder Judiciário.

O Centro de Estudo e Memória da Juventude (CEMJ) encaminhou nota nesta sexta-feira (26/10/2018) ao Jornal Grande Bahia (JGB) denunciando a escalada fascista promovida pelas forças policias do Estado em conluio com os setores retrógrados e decadentes do Ministério Público e Poder Judiciário, que atuaram com conjunto contra a liberdade de pensamento e expressão, no âmbito da academia brasileira.

— Na opinião do CEMJ, ao invés de buscar intimidar estudantes e professores, a Justiça Eleitoral deveria buscar coibir a propagação de notícias falsas e o abuso do poder econômico que se propõe a incidir por meios fraudulentos nos resultados eleitorais. Ao invés de silenciar o combate ao fascismo, antes deveria se preocupar com a existência de um candidato a presidência da República que se identifica com o fascismo e o difunde, o que é crime previsto na (Lei 9.459 de 15/05/1997); que pratica e incita a discriminação que também é crime (Lei 9.459/15/05/1997), que faz apologia a torturadores e abertas ameaças as instituições democráticas.

Ações repressivas do Estado objetivam favorecer o candidato à presidente da República Jair Bolsonaro (PSL/RJ), político identificado por setores da mídia como nazifascista.

Confira íntegra da ‘Nota de solidariedade a comunidade universitária brasileira’

O Centro de Estudo e Memória da Juventude (CEMJ) vem prestar sua solidariedade a comunidade acadêmica e cientifica nacional que vem sofrendo nos últimos dias um ataque injustificável por parte da justiça eleitoral em todo país que fere a autonomia universitária, a liberdade de expressão e de cátedra. Sobre o pretexto de combater suposta propaganda eleitoral irregular, até essa sexta-feira (26/10/2018), 29 instituições universitárias — UFF, UFRRJ, UFPB, UERJ, UFU, UFAM, UCP, UniRio, UEPB, UFMG, UFG, UNEB, UCP, UFMS, UFRJ, UFERSA, Unilab, Unifei, UFBA, UFCG, UFMT, UENF, UEPA, UFGD, UNESP Bauru, UFSJ, UFRGS, UFFS, IFB — foram alvos de operações policiais ostensivas revelando uma violência orquestrada contra a comunidade universitária nacional.

Um caso emblemático é o da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (FDUFF), onde a Justiça Eleitoral obrigou a UFF a retirar uma faixa colocada por estudantes, professores e técnicos da universidade na fachada da Faculdade de Direito que dizia ”UFF Antifascista”, sob pena de prisão de seu diretor alegando que seria uma propaganda contra um certo candidato à presidência.

Entendemos que se trata de uma grave violação a liberdade de expressão assegurado pelo Artigo 5 da Constituição Federal; que fere o pluralismo político igualmente assegurado pela Constituição Federal (art. 1, V, CF, 1988) e; que viola a Autonomia Universitária (art. 207. Caput. CRFB, 1988).

Consideramos inadmissível que seminários e debates acadêmicos e mesmo aulas sejam proibidas de acontecerem por determinação da justiça e nos colocamos plenamente solidários aos docentes, estudantes, pesquisadores, técnicos administrativos e comunidade acadêmica em geral.

Denunciamos que tais ações representam uma grave violação à democracia no Brasil. As instituições que deveriam assegurar eleições livres e democráticas fazem o contrário e atuam na tentativa de censurar para calar a inteligência das Universidades.

Na opinião do CEMJ, ao invés de buscar intimidar estudantes e professores, a Justiça Eleitoral deveria buscar coibir a propagação de notícias falsas e o abuso do poder econômico que se propõe a incidir por meios fraudulentos nos resultados eleitorais. Ao invés de silenciar o combate ao fascismo, antes deveria se preocupar com a existência de um candidato a presidência da República que se identifica com o fascismo e o difunde, o que é crime previsto na (Lei 9.459 de 15/05/1997); que pratica e incita a discriminação que também é crime (Lei 9.459/15/05/1997), que faz apologia a torturadores e abertas ameaças as instituições democráticas.

O CEMJ está ao lado das universidades na resistência democrática contra o fascismo.

Certo de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ)

São Paulo, 26 de outubro de 2018.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).