Curso forma 89 professores indígenas para atuar em 28 escolas da Bahia

Formatura da 3ª Turma do Curso de Magistério Indígena.

Formatura da 3ª Turma do Curso de Magistério Indígena.

“Diga ao povo que avance e nós avançaremos”. A frase foi proferida por um dos 89 professores indígenas que se formaram na manhã de sexta-feira (28/09/2018), durante cerimônia no auditório da Secretaria da Educação do Estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Os educadores foram selecionados no primeiro concurso público da área a ser realizado no Brasil com vagas exclusivas para índios.

Vestidos e pintados como manda o costume indígena, os formandos, representantes de 16 diferentes etnias, receberam o certificado após passarem pelos três anos de formação da 3ª Turma do Curso de Magistério Indígena. Com dois módulos a cada ano, a iniciativa preparou e aprimorou os educadores que irão ministrar aulas para 28 escolas indígenas distribuídas em todo o território estadual.

De acordo com o subsecretário estadual da Educação, Nildon Pitombo, “esse é um momento de reconhecimento de direitos e, sobretudo, da expectativa de formação de professores indígenas para que as escolas indígenas se acentuem e deem a marca do respeito às culturas, das etnias e das comunidades”.

Amanayara Tupinambá, de Olivença, na região de Ilhéus, é membro da comissão de organização da formatura e destaca que “o sentimento que prevalece é o de satisfação e o que mais importa para todos é a luta pela educação escolar indígena, que permite exercer autonomia nas escolas, de forma a trabalhar o bilingüismo comunitário, intercultural e o interdisciplinar”.

Concurso

Realizado em janeiro de 2014, o primeiro certame público para professores indígenas, no país, foi respaldado na Lei Estadual. Nº 18.629/2010, que instituiu a carreira do professor indígena no quadro do Magistério Público do Estado da Bahia. Os professores capacitados vão atuar em 28 escolas indígenas distribuídas em todo o território estadual.

A cacique Jesuína Tupinambá, também de Olivença, atua na educação indígena há 19 anos e destacou que o concurso e o curso significaram uma grande conquista para o movimento indígena da Bahia. “Nós já somos atuantes e moramos nas comunidades indígenas, mas através do curso fundamentalizamos todo o conhecimento que tínhamos adquirido ao longo da nossa atuação”, explicou a formanda.

Além do curso, a Secretaria da Educação do Estado está promovendo uma série de formações para educadores indígenas. A mais recente foi nos dias 19 e 20 de setembro, com professores indígenas das etnias Pataxó, Pataxó-Hãhãhãe e Tupinambá, nas regiões Sul e Extremo Sul.

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