Brasil criou 221 mil empregos formais em 2017, após dois anos de queda

Sessenta pessoas participaram do mutirão da colheita de arroz, na comunidade do quilombo Morro Seco.

Sessenta pessoas participaram do mutirão da colheita de arroz, na comunidade do quilombo Morro Seco.

Após duas grandes quedas consecutivas, o emprego formal no Brasil voltou crescer em 2017, com o país registrando saldo de 221 mil novos postos de trabalho em diferentes atividades do setor público e privado. Com o aumento de 0,48%, em comparação com o ano anterior, o estoque de vínculos trabalhistas fechou o ano passado em cerca de 46,3 milhões de empregos. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada hoje pelo Ministério do Trabalho.

O saldo positivo na evolução dos empregos formais reverte tendência de queda, mas não recupera o nível do mercado de trabalho apresentado em anos anteriores. Em 2015 e 2016, o país perdeu 1,5 milhão e 2 milhões de empregos formais, respectivamente. Comparado à série histórica, o estoque de vagas de trabalho no ano passado se mantém inferior ao de períodos anteriores, como 2013 (48,9 milhões), 2014 (49,5 milhões) e 2015 (48 milhões).

Os números revelam expansão no emprego formal tanto de homens quanto de mulheres, o que, segundo o Ministério do Trabalho, reflete uma tendência de ampliação feminina na força de trabalho. Os postos de trabalho registraram aumento de 0,53% nas vagas destinadas a mulheres, enquanto o aumento nas vagas ocupadas por homens alcançou 0,44%.

Setores aquecidos

Na divisão por setores econômicos, três deles foram preponderantes para o saldo positivo: serviços, administração pública e agropecuária. Enquanto o estoque de empregos celetistas perdeu cerca de 200 mil empregos, as vagas para servidores públicos estatutários aumentaram pouco mais de 300 mil.

Com crescimento de 4,18% em relação a 2016, os empregos no setor público impulsionaram o aumento, chegando a 9,19 milhões de vagas. Os empregos formais na agricultura, pecuária e trabalhos de extração, caça e pesca ficaram em segundo lugar no ranking de crescimento proporcional, com 25 mil novas vagas e aumento de 1,68%. Setor que mais emprega no país, o de serviços apresentou um saldo positivo de 0,38%, o que representa quase 64 mil novos empregos.

Já o comércio, setor com o segundo maior número de vagas, registrou queda de 0,37% no saldo de empregos em 2017, fechando o ano com 9,23 milhões de vagas, 34 mil a menos do que no ano anterior. A maior baixa proporcional registrada foi a da construção civil, com -7,38% de empregos formais, ou queda de 146 mil postos, seguida pelo setor extrativo mineral (-4,06%).

Entre os estados, o que mais criou empregos proporcionalmente à população foi Tocantins, com crescimento de 6,1% no estoque formal de vagas entre 2016 e 2017. Roraima (alta de 5,8%) e Goiás (+4,6%) completam a lista dos três maiores aumentos. Já na comparação entre regiões em números absolutos, o Sudeste foi o responsável pelo maior volume de novos empregos: cerca de 23 mil, seguido por Nordeste e Sul, ambos com mais de 8 mil novas vagas cada.

Entenda

Uma das principais fontes de dados sobre os trabalhadores brasileiros, a Rais é divulgada anualmente pelo Ministério do Trabalho, que recebe as declarações individuais dos empregadores sobre o perfil dos funcionários. As informações são utilizadas para pesquisas, estudos do governo e servem como base para a identificação dos trabalhadores com direito ao recebimento do abono salarial.

Este ano, pouco mais de 8 milhões de estabelecimentos enviaram declarações ao governo federal, metade deles com nenhum empregado registrado em 2017. Com a Rais, é possível encontrar diagnósticos sobre o mercado de trabalho, avaliar a eficácia de políticas públicas e fornecer dados desagregados de acordo com diferentes recortes, como município, faixa etária, gênero e remuneração.

*Com informações da Agência Brasil.

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