Brasil à beira do abismo: Jair Bolsonaro eleito estaremos dando um passo à frente | Por Sérgio Jones

Jair Bolsonaro (PSL/RJ) apresenta discurso do ódio e estímulo a violência como forma de superar o conflito social. Certos eleitores identificados com a ideologia têm praticado atos de violência, com a consequente morte dos que divergem.

Jair Bolsonaro (PSL/RJ) apresenta discurso do ódio e estímulo a violência como forma de superar o conflito social. Certos eleitores identificados com a ideologia têm praticado atos de violência, com a consequente morte dos que divergem.

O Brasil encontra-se à beira do abismo, caso aja ascensão do “coiso” à presidência, estaremos dando um passo à frente. Nos projetando no vácuo político de um aventureiro que é tido e havido como “salvador da pátria” Triste da nação e de um povo que acredite e precise lançar mão de tal recurso.

A definição muito próxima ao significado do “salvador da pátria” é do elemento ou indivíduo que se considera providencial, capaz de tudo resolver. Conceito este que não deixa de ser uma grande falácia. Sozinho não somos capazes de nada fazer ou realizar. Por princípio e definição, o homem é um ser gregário que interage e vive em coletividade.

O capitalismo para poder reinar é preciso dividir, transformar o homem em um ser individual, profundamente egoísta e competitivo. O que coloca o sistema na contramão da história. Este impasse é que conduz a humanidade a viver em constantes conflitos e guerras.

O capitalismo é autofágico e para manter-se obedece um ciclo perverso em que precisa construir para em seguida destruir. Muito semelhante ao mito grego de que podemos denominar como a maldição de Sísifo em que era obrigado a exercer um trabalho rotineiro e cansativo, fadado ao fracasso. Ele tinha que rolar uma grande pedra de mármore, com suas mãos, até o cume da montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida.  A moral da história é que nunca se termina o que se começa devido a sua repetição que acaba conduzindo a todos em uma brutal frustração. É a partir desta premissa que são gerados elementos bestiais, da estirpe do “Capitão do Mato” Jair Bolsonaro.

Para que figuras como ele prospere é necessário contar com forças conservadoras que se contrapõem aos interesses da classe dos trabalhadores e de segmentos mais pobres da população. Podemos citar como exemplo a “bancada do boi” que atua no Congresso, formada pelo impressionante número de aproximadamente 300 parlamentares, entre deputados federais e senadores

Na sequência surge a famosa, e não menos perniciosa, “bancada da bala” – composta por policiais, ex-militares como Bolsonaro e empresários. Todos empenhados na revogação da legislação do desarmamento e a matança indiscriminada de pobres e negros, concentrados nas periferias dos grandes centros urbanos do país.

Por fim, fechando o trio dos horrores a “bancada da Bíblia”. Que tem como seus expoentes, líderes de denominações religiosas extremamente conservadoras, que reproduzem para milhões de seguidores a pregação moralista e hipócrita de Jair Bolsonaro. Em meio aos sermões movimentam diariamente milhões de reais, em espécie, absolutamente livres de fiscalização oficial. Em especial, esta bancada da Bíblia está deixando o Brasil do jeito que o diabo gosta.

*Sérgio Jones, jornalista ([email protected])

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