Atividades voltadas para estudantes movimentam a FLICA 2018 em Cachoeira

Educadores e estudantes participam da edição 2018 da Festa Literária Internacional de Cachoeira.

Educadores e estudantes participam da edição 2018 da Festa Literária Internacional de Cachoeira.

Diversas atividades promovidas pela Secretaria da Educação do Estado mobilizaram estudantes, educadores e visitantes que participaram da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que neste sábado (13/10/2018) entrou no seu terceiro dia. São oficinas, saraus literários, rodas de conversa e exposições de obras artísticas produzidas por estudantes da rede estadual que movimentaram o espaço Educar para transformar, na Fundação Hansen Bahia.

O secretário Walter Pinheiro destaca que a festa literária é uma oportunidade para que os estudantes possam mostrar seus talentos. “Por isso trouxemos alunos dos colégios estaduais de diversos municípios para expor suas obras no espaço montado pela Secretaria da Educação. Montamos também uma extensa programação para todos os dias, inclusive com a realização dos saraus literários e a apresentação de projetos que são desenvolvidos no âmbito das escolas”. Mais de 100 estudantes protagonizam os projetos Tempos de Arte Literária (TAL), Artes Visuais Estudantis (AVE), Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), Educação Patrimonial e Artística (EPA), Escolas Culturais e e-Nova Educação.

Utilizando lápis, papéis e palavras recortadas, os estudantes se dedicaram na manhã de hoje à arte da poesia, com as oficinas artísticas ‘Eu escritor’ e ‘Papéis Interativos’. As oficinas foram ministradas pelos professores do Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) de Salvador Elizabeth Maluf e Ives Quaglia. O objetivo foi estimular a poética, a escrita e também o gosto dos estudantes pela leitura.

Os estudantes também compartilharam e discutiram sobre suas produções literárias como poesias e demais textos durante os encontros literários. No encontro literário ‘Fala escritor’, o ex-estudante da rede estadual Roberth Novaes, que atualmente é escritor e estudante de Letras Vernáculas na Universidade Federal da Bahia (UFBA), dialogou sobre o começo da sua trajetória de escritor e, também, leu trechos de seu livro de poesias ‘Tourada imaginária’, que lançou no evento.

Em outro encontro literário, a professora de Língua Portuguesa Alessandra Sampaio, que leciona no Colégio Estadual Ana Bernardes, em Salvador, lançou e compartilhou a coletânea de poesias ‘Afluentes poéticos’. “Tratam-se de poesias escritas por 16 professores que ensinam ou já ensinaram no Colégio Ana Bernardes e que abordam temas como gênero, violência contra juventude e regionalidade afro. Ele serve como suporte para a aplicabilidade da Lei 10.639, que trata da aplicação do ensino de História e Cultura Afro rede estadual”, explicou a educadora.

A programação artística foi marcada pela apresentação de dança do projeto Escolas Culturais, realizada pelo grupo ABW. As coreografias de dança de rua foram performadas na Praça 2 de Julho, também conhecida como Praça Teixeira de Freitas.

O projeto e-Nova Educação, desenvolvido pela Secretaria da Educação em parceria com o Google, também foi apresentado neste sábado aos participantes da FLICA. Estudantes e professores do Estado e das redes municipal, federal e particular utilizaram os Chromebooks que estão sendo utilizados como ferramentas pedagógicas em sala de aula nas escolas estaduais que participam do projeto.

A professora Maria da Conceição, do Colégio Estadual Leônidas de Araújo Silva, em Tabocas do Brejo Velho, que está fazendo o curso online de uso pedagógico de tecnologias educacionais, promovido pela Secretaria em parceria com a UFBA para mais de 23 mil professores da rede estadual, participou da oficina na FLICA. “Com o e-Nova, o aluno está aprendendo com o celular em sala de aula. Isto é um avanço e acho que mais para nós professores, porque os alunos são conectados”, destacou.

Estudantes apresentam ferramentas tecnológicas usadas em sala de aula

As ferramentas tecnológicas utilizadas pelos estudantes em sala de aula, graças ao projeto e-Nova Educação, que é desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado em parceria com o Google, foram apresentadas durante a Feira Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que encerrou neste domingo (14), em Cachoeira. Com o uso de chromebooks, estudantes e professores da rede estadual simularam aulas e mostraram como o uso da tecnologia digital tem dinamizado o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.

As atividades foram realizadas, de forma interativa com o público, no Espaço Educar para Transformar, localizado no prédio da Fundação Hansen Bahia, em Cachoeira. Nesta quinta-feira, os estudantes e professores do Centro Educacional Gastão Guimarães e do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Áureo de Oliveira Filho, ambos de Feira de Santana, fizeram demonstrações de aulas com o uso do G-Suite.

A coordenadora pedagógica do Centro Educacional Gastão Guimarães, Andréa Rodrigues, falou sobre a iniciativa. “Estamos mostrando atividades desenvolvidas na disciplina de Biologia, no 2º ano do Ensino Médio matutino, como são utilizados recursos como o Classroom e outros serviços do G-Suite. A utilização dos Chromebooks está sendo muito bem aproveitada pelos professores como forma de realizar atividades e avaliações com os estudantes, ampliando as possibilidades de aprendizagem”, disse.

O estudante do 2º ano, Yuri Caetano, 16 anos, ficou entusiasmado com a participação na FLICA e explica o que mudou a partir da utilização das ferramentas tecnológicas. “O projeto e-Nova Educação está criando um ambiente para o estudante muito mais atrativo. O que estamos mostrando aqui é que podemos realizar atividades e avaliações de forma mais dinâmica com o uso dos chromebooks. É muito bacana ver toda a turma interagindo, além de ser muito mais fácil para o professor, que pode passar tarefas online e nós sermos notificados mesmo que não estejamos na escola por meio do Classroom”, explicou.

O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, destaca a ação do projeto. “Iniciamos o e-Nova em 20 escolas de forma piloto, para em seguida levar a iniciativa para mais de 500 colégios, onde os estudantes e professores já estão desenvolvendo projetos e aplicativos, além de acessarem milhares de conteúdos disponibilizados pela Secretaria. Esta é uma forma de fortalecer o eixo pedagógico das escolas, a partir de ferramentas tecnológicas aplicadas à Educação”.

Os participantes da FLICA também conheceram o livro digital ‘Bahia, Brasil: identidade, trabalho e inovação’, que está sendo utilizado pelos estudantes da rede estadual dentro do projeto e-Nova Educação. O livro é uma ferramenta disponibilizada pela Secretaria da Educação do Estado, por meio do projeto Ciência na Escola, para apoiar e motivar os professores a desenvolverem uma pedagogia baseada na realidade dos Territórios de Identidade da Bahia.

O livro aborda diversas áreas do conhecimento, de forma ilustrativa e dinâmica, possibilitando que o estudante perceba a conexão existente entre sua vida e tudo o que ele aprende na escola. A coordenadora do Projeto Ciência na Escola, Shirley Costa, disse que apresentar o livro digital na FLICA tem um sentido especial. “Isto mostra como a Secretaria vem inspirando as novas linguagens e tecnologias existentes, para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais dinâmico e divertido. A FLICA é um espaço interativo de novas aprendizagens e o livro digital é uma porta aberta para isto, principalmente por trazer temas que retratam o território, a Bahia e até mesmo aspectos históricos e culturais de Cachoeira”, afirmou.

Lançado em março deste ano, o livro possui três versões. A primeira versão disponibilizada é muito próxima a de um livro tradicional, onde se pode mudar as páginas, dar zoom para aproximar a leitura do texto e fazer buscas por palavras no conteúdo. A segunda versão é a de acessibilidade voltada para todos que têm baixa visão ou dificuldades de ler no dispositivo digital, na qual todas as imagens estão transcritas e todo o conteúdo pode ser escutado como se fosse um áudio-livro. Já a terceira versão é a conversão do livro num grande conjunto de pequenos aplicativos onde cada um deles permite maior interação do aluno e do professor com o conteúdo. A primeira versão está disponível para download no Portal da Educação: www.educacao.ba.gov.br.

Estudantes protagonizam projetos artísticos e culturais no Espaço Educar para Transformar

O imponente casarão em estilo colonial, da Fundação Hansen Bahia, localizado na rua 13 de maio, em Cachoeira (118 km de Salvador) foi o endereço, até domingo (14), de estudantes da rede estadual que estão apresentando suas criações artísticas e culturais em distintas linguagens (Literatura, Artes Visuais, Arte Patrimonial, Música, Dança e Audiovisual), durante a Festa Literária Internacional de Cachoeira 2018 (FLICA). No local, foi aberto o Espaço Educar para Transformar, nesta quinta-feira (11), onde diversas atividades programadas pela Secretaria da Educação do Estado foram realizadas nos quatros dias da FLICA, incluindo saraus, encontros literários, lançamento de livros e até apresentações sobre o uso de ferramentas tecnológicas no processo de ensino e aprendizagem.

O secretário Walter Pinheiro destaca que a festa literária é uma oportunidade para que os estudantes possam mostrar seus talentos. “Este é um espaço importante, uma vez que nestes quatro dias Cachoeira recebe visitantes de toda parte do mundo. Além de ter acesso a muitos conteúdos, os estudantes se tornam protagonistas apresentando seus projetos e criações, demonstrando seus múltiplos talentos para uma plateia diversificada. Por isso, a Secretaria preparou uma programação extensa e diversificada”, destacou.

Mais de 100 estudantes protagonizaram os projetos Tempos de Arte Literária (TAL), Artes Visuais Estudantis (AVE), Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), Educação Patrimonial e Artística (EPA), Escolas Culturais e e-Nova Educação. Eles são de escolas estaduais da capital e de cidades do interior como Candeias, Saubara, Santo Amaro, Feira de Santana, Paulo Afonso, Guanambi, Itaberaba, Ilhéus, Serrinha, Barreiras, Senhor do Bonfim, Bom Jesus da Lapa e Santa Maria da Vitória.

A fanfarra do Colégio Estadual de Cachoeira fez uma apresentação pelas ruas da cidade, o que marcou o início das atividades do espaço Educar para Transformar. As estudantes e irmãs Mayana e Mayane Barbosa, de Saubara, foram finalistas do FACE, e se apresentaram na FLICA. Elas abordaram a importância de mostrar a arte musical no evento. “É um ganho muito grande, porque estar em um projeto como este e chegara até aqui é emocionante”, disse Mayana. “A gente se envolveu com a arte musical no Colégio. E o FACE abriu as portas para a participação em um evento internacional como a FLICA. O sentimento é de orgulho, felicidade e gratidão “, acrescentou Mayane.

As estudantes Fernanda Gomes e Fernanda Souza, 3º ano, do Colégio Estadual Landulfo Alves, vieram de Caravana com os colegas de Cruz das Almas. “É a primeira vez que eu venho e estou adorando”, disse a Gomes. “Estou com grandes expectativas e quero aproveitar o máximo de tudo. Foi muito legal a escola ter trazido a gente para cá. A FLICA é uma grande aula a céu aberto”, disse a Souza.

A programação do Espaço Educar para Transformar incluiu, ainda, diferentes oficinas artística, como de cordel, fanzine (revistas em quadrinhos), papo de cinema, rodas de conversa, encontros literários e o Sarau Pedro Calmon: Um homem à frente do seu tempo, com a participação de estudantes selecionados no Concurso Festa Literária na Rede Estadual da Bahia e da Roda de leitura – Imagem, música e literatura: as múltiplas linguagens do nosso cotidiano. A grade envolveu, também, o Sarau Literomusical e o lançamento da coletânea de artigos do livro ‘Nelson Schaun merece um livro’.

Já na Praça 2 de Julho e na Praça Teixeira de Freitas, os estudantes do grupo de dança de rua ‘ABW’, através do projeto Escolas Cultuais, realizaram apresentações. Na Praça 2 de julho também aconteceu a contação de histórias, envolvendo as crianças, a partir de obras literárias editadas pela Secretaria da Educação do Estado, e que são usadas para a alfabetização das crianças na idade certa.

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