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Tempestade tropical Florence causou 11 mortes durante passagem pelos EUA; 29 morrem nas Filipinas após passagem do tufão Mangkhut

Tempestade tropical Florence atinge Estados Unidos da América (EUA).

Tempestade tropical Florence atinge Estados Unidos da América (EUA).

A tempestade tropical Florence, com ventos e chuvas intensos, causou a morte de menos 11 pessoas na sua passagem pelos Estados Unidos. Também provocou aumento do nível de rios e lagos, que começam a transbordar na Carolina do Norte e do Sul. Depois de sair da condição de furacão, Florence foi rebaixado para a categoria de tempestade tropical, com ventos máximos constantes de 75 quilômetros por hora (km/h). A preocupação das autoridades agora são as incessantes chuvas.

O governador de Carolina do Norte, Roy Cooper, classificou as chuvas como “épicas” e informou que houve recorde de acúmulo de água, com mais de 76 centímetros na cidade de Swansboro, enquanto há outras quatro acima de 50 centímetros.

A marca anterior, de 61 centímetros, foi estabelecida em 1999 durante o passagem do furacão Floyd pela região.

Essas chuvas são as que causaram a morte de três pessoas no condado de Duplin, na Carolina do Norte, devido a “enchentes e bolsões de água nas estradas”, segundo informação da prefeitura local.

Por isso, o prefeito decretou toque de recolher de 12 horas em sua jurisdição para reduzir as possibilidades de acidentes deste tipo. Durante a noite só será permitido o tráfego de veículos de emergência e por motivos de trabalho. Uma mulher morreu ao bater o carro contra uma árvore que tinha caído na estrada.

Deslocamento

Florence se desloca em direção à Carolina do Norte. O governo local informou que Florence representa um risco mais “imediato”. Foi recomendado que as pessoas que deixaram a região e as mais de 20 mil que permanecem nos 157 abrigos abertos não retornem para casa, pois assim conseguirão evitar as “colunas de água” que são esperadas para as próximas horas.

Para proteger e resgatar, caso seja necessário, milhares de pessoas que não obedeceram à ordem de sair das áreas em alerta, foram chamados 6,5 mil homens da Guarda Nacional e outros 7,5 mil da Guarda Litorânea.

A maior preocupação de todos eles agora são os leitos dos rios que recolhem a enorme quantidade de água que caiu nas últimas 48 horas e que representa um “risco” mortal, segundo Cooper.

Exemplos

Um bom exemplo é Fayetteville, cidade do interior da Carolina do Norte e com cerca de 200 mil habitantes que fica perto do Rio Cape Fear.

A cidade, assim como a vizinha Wade e todo o condado de Cumberland, recebeu a ordem de evacuação “imediata” de todos aqueles que moram a menos de 1,5 quilômetro do curso dos rios Cape Fear e Little.

O prefeito de Fayetteville, Mitch Colvin, alertou aos moradores que a “perda de vidas é muito, muito possível”, e pediu que eles fossem para “lugares elevados” antes que as águas do caudaloso rio Cape Fear transbordem, pois estima-se que seu nível pode subir até 19 metros.

O mesmo rio e seus afluentes transbordaram na altura da cidade de Burgaw, que foi alagada e teve várias de suas casas inundadas, o que obrigou as autoridades a resgatar com botes seus ocupantes.

Burgaw é um exemplo há várias operações de resgate, em uma região em que aumenta o número de avisos por causa de possíveis enchentes, áreas sob ordem de evacuação e estradas inundadas ou fechadas devido a árvores caídas.

Os trabalhos para recuperar o fornecimento de energia elétrica continuam e o número de pessoas afetadas por falta de luz caiu, enquanto cerca de 800 mil clientes permanecem sem o serviço, à espera de que Florence acelere seu deslocamento e leve consigo as chuvas para o norte, para onde se dirige nos próximos dias.

Pelo menos 29 morrem nas Filipinas após passagem do tufão Mangkhut

Um dia depois de o Tufão Mangkhut passar pelas Filipinas, as autoridades confirmaram a morte de pelo menos 29 pessoas, enquanto há buscas por 10 desaparecidos. Os números são atualizados a partir de informações das equipes de resgate. O assessor Francis Tolentino, designado pelo presidente Rodrigo Duterte para supervisionar a resposta ao desastre nas regiões afetadas, confirmou o último balanço.

Muitas pessoas morreram em consequência dos deslizamentos de terra nas regiões montanhosas que receberam as fortes chuvas e ventos trazidos pelo Mangkhut em sua passagem no sábado (15/09/2018) pelo norte da ilha de Luzon, no extremo norte do país.

O presidente Rodrigo Duterte visitou hoje a província de Cagayan, onde realizou uma “inspeção aérea” para avaliar os danos e se reuniu na capital, Tuguegarao, com seu gabinete para discutir os trabalhos de resposta imediata e de reconstrução.

“Compartilho minhas condolências com quem perdeu seus entes queridos”, afirmou o presidente em pronunciamento ao vivo na televisão, no qual afirmou que o governo está fazendo de tudo para “o país voltar à normalidade o mais rápido possível”.

A expectativa é que hoje (17) Duterte visite a região de Cordillera, onde, por enquanto, foram registradas mais vítimas – 24 mortos e 13 desaparecidos. Na província de Nueva Ecija foram confirmadas quatro mortes e,  em Ilocos, uma.

Em Cordillera, uma família de seis membros morreu quando sua casa na cidade de Baguio foi soterrada por um deslizamento de terra. Em Nova Vizcaya um homem de 36 anos e dois filhos – um de dois anos e outro de oito meses – morreram nas mesmas circunstâncias enquanto o resto de sua família estava em um abrigo.

Segundo Tolentino, por enquanto não há notícias de vítimas nas províncias de Cagayan e Isabela, no litoral nordeste da ilha de Luzon, e que foram as primeiras a receber as chuvas do tufão.

O assessor do presidente ressaltou que devem ser encerradas hoje as tarefas de busca e resgate para poder começar amanhã os trabalhos de reconstrução nas áreas afetadas, com o objetivo principal de restabelecer o fornecimento de energia e as comunicações.

Mais de 130 mil pessoas permaneciam neste domingo ainda nos abrigos montados pelo governo e cerca de 15 mil estavam refugiados em casas mais seguras de parentes, segundo os últimos dados divulgados pelo Centro Nacional de Redução de Desastres.

Apesar das dificuldades de acesso, a ajuda internacional já começou a fluir, precisamente 20 mil sacos de arroz do Programa Mundial de Alimentos; além de US$ 570 mil doados pela Austrália em artigos de primeira necessidade para 25 mil pessoas, que serão distribuídos pela Cruz Vermelha.

A passagem do temporal, o pior que chega às Filipinas desde o supertufão Haiyan em 2013, afetou, por enquanto, mais de 250 mil pessoas de maneira direta, segundo a Cruz Vermelha, embora mais de 5 milhões de filipinos vivam nas áreas atingidas pelo Mangkhut.

Antes do passagem do tufão, o governo filipino destinou mais de US$ 30 milhões para os trabalhos de emergência.

Após tocar terra na cidade de Baggao, no litoral nordeste do país, na sexta-feira (14), o Mangkhut tinha ventos de até 305 quilômetros por hora (km/h), fortes chuvas e provocou ondas de até 6 metros.

Em sua trajetória para o oeste, o tufão foi enfraquecendo aos poucos e saiu da área de responsabilidade das Filipinas no sábado por volta das 21h, hora local, rumo a Hong Kong (China) com ventos entre 120 km/h e 170 km/h.

*Com informações da Agência Brasil e EFE.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).