Secretaria da Educação do Estado lança classes hospitalares para atender estudantes do Sul da Bahia

O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, e da Saúde, Fábio Vilas-Boas, participaram da entrega no Hospital Costa do Cacau.

O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, e da Saúde, Fábio Vilas-Boas, participaram da entrega no Hospital Costa do Cacau.

Os estudantes do Sul da Bahia que estão doentes e impossibilitados de frequentar a escola voltarão a estudar graças à implantação de três classes hospitalares e duas domiciliares, nesta quarta-feira (26/09/2018), pela Secretaria da Educação do Estado nas cidades de Ilhéus e Itabuna. As cinco classes hospitalares e domiciliares foram instaladas nos Hospitais Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, Manoel Novaes e Calixto Mideledj, no Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e no Grupo de Apoio ao Paciente Oncológico (GAPO), em Itabuna. A previsão é a de que 1.300 estudantes, que estejam enfermos e assistidos nestas unidades, sejam atendidos mensalmente.

A iniciativa faz parte do Serviço de Atendimento à Rede em Ambiências Hospitalares e Domiciliares (SARAHDO), da Secretaria da Educação do Estado, que visa garantir o direito de estudantes enfermos (Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos/EJA), que se encontram nos leitos hospitalares ou em atendimento médico domiciliar, a darem continuidade aos seus estudos. O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, e da Saúde, Fábio Vilas-Boas, participaram da entrega no Hospital Costa do Cacau e o superintendente de Políticas para a Educação Básica, Ney Campello, das entregas de Itabuna.

O secretário Walter Pinheiro falou sobre a iniciativa. “Este é um processo importante para a gente adotar uma nova política de educação que é você ir ao encontro do estudante e cumprindo até uma das etapas das chamadas metas do Milênio que fala que a gente tem que buscar todo aluno que está fora da escola e esse em particular é um aluno, inclusive, que esteve na escola e que, por uma circunstância completamente alheia à sua vontade, terminou tendo que sair da escola e veio para o hospital. Então, o que a gente tá fazendo é seguir este aluno, dando-lhe condições para que não sofra duplamente, além da enfermidade ele terminar tendo que abandonar o curso. Na prática, esta é uma nova escola que a gente está abrindo em que a sua sede física literalmente não existe, mas é a continuidade da escola indo ao encontro da verdadeira e real necessidade do estudante”, afirmou.

O secretário da Saúde Fábio Vilas-Boas também falou sobre a classe hospitalar. “Esta iniciativa é fundamental para garantir a inclusão de pessoas que estão fora do sistema de saúde devido a doenças e acidentes. Agora nós estamos oferecendo a possibilidade de dentro do hospital e até em casa com a internação domiciliar, de eles poderem ser mantidos na educação”.

Professores especialistas – O atendimento educacional especializado, personalizado e humanizado aos estudantes será feito por 14 professores da rede estadual de ensino que passaram por formação continuada em Classe Hospital/Atendimento Domiciliar, ministrada pela Secretaria da Educação do Estado. A professora de Química e Física, Samira Guissoni, compõe o grupo que atuará em Ilhéus. “Minha proposta é abordar um conteúdo ou conceito diferentes em cada aula, trazendo novidades com materiais e tecnologia com conhecimentos que venham a mudar a realidade deles. Serão aulas curtas e dinâmicas de forma com que eles se mantenham interessados durante o processo. É uma conquista poder alcançar esses alunos. É uma forma de acolher e de incluir esses alunos para que eles possam continuar tendo acesso à educação”, afirmou a educadora.

Os benefícios para os estudantes vão além do processo de ensino e aprendizagem, conforme certificou o diretor-geral do Hospital Regional Costa do Cacau, o médico Hernani Kruger. “Este projeto traz mais um avanço nesse sentido em que aquelas pessoas que têm necessidade e precisam se manter na classe hospitalar e no ambiente domiciliar estão inseridos neste processo e eles não deixam de participar da sociedade, de ter um dos seus direitos descontinuados enquanto estão internados. Os pacientes têm isso até como maneira de contribuir para o tratamento, enriquecendo o tratamento porque eles se sentem mais inseridos no contexto social”, destacou.

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