Rodas de Conversa sobre Agroecologia são promovidas em Salvador

Agroecologia e Ancestralidade foi o tema das Rodas de Conversa, com o biólogo e professor do Instituto Federal do Amazonas, Valdely Kinupp.

Agroecologia e Ancestralidade foi o tema das Rodas de Conversa, com o biólogo e professor do Instituto Federal do Amazonas, Valdely Kinupp.

Panc’s – Plantas Alimentícias Não Convencionais: Agroecologia e Ancestralidade foi o tema das Rodas de Conversa, com o biólogo e professor do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Valdely Kinupp, realizadas em Salvador, na quinta-feira (13/09/2018), no Museu de Arte da Bahia (MAB), e sexta-feira (14), na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A ação ocorreu em paralelo às feiras agroecológicas que acontecem às quintas no MAB e às sextas na UFBA e foi organizada pela Coordenação Executiva de Pesquisa e Extensão (Cepex), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em conjunto pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), SDR, UFBA, Rede Moinho, IPB e Museu de Arte da Bahia.

De acordo com o coordenador da Cepex, José Tosato, o público teve a oportunidade de mergulhar num universo de possibilidades alimentares ainda pouco explorado: “Além da promoção de alimentos saudáveis, as Panc’s se caracterizam como grande potencial de diversificação da agricultura familiar, capazes de proporcionar a obtenção de novas rendas e ampliar sua soberania alimentar”.

Durante as Rodas de Conversa, foram apresentadas as 33.134 espécies vegetais no Brasil. “Se fossem aproveitadas 10% dessas plantas para a alimentação humana, com extrativismo sustentável ou cultivo, daríamos um grande salto na soberania alimentar. Kinupp chama a atenção sobre nossa ‘monotonia’ alimentar, ficamos restritos a 10 ou 20 espécies no cotidiano”, destacou Tosato.

A palestra abrangeu ainda o incentivo ao consumo de produtos da agrobiodiversidade, como umbu, pequi e tantos outros frutos nativos dos biomas brasileiros, além de despertar a atenção dos ouvintes para dezenas de espécies que temos nos quintais, no terreiro, nas ruas e nos espaços periurbanos, que se dá conta, e que poderia tornar a alimentação mais rica, nutritiva, variada e divertida. Foi sugerido ainda que as pessoas ampliem o aproveitamento dos vegetais e que usem da criatividade para expandir seus hábitos alimentares.

Entre os exemplos citados, estavam o consumo do quiabo, suas folhas e flores na culinária; a folha e as flores da abóbora, a flor do hibisco, o bredo, a taioba, a bergera, vários feijões nativos, celósia, caruru, flor do jambo na salada e outras. Todas as informações botânicas, fitotécnicas e culinárias estão no livro publicado pelo professor, em seu livro sobre as panc’s, elaborado em parceria com Lorenzi, reconhecido autor sobre a flora brasileira. O livro estará à venda nas feiras agroecológicas realizada na UNEB, Museu, e UFBA.

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