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Rio de Janeiro: Forças Armadas prenderam 24 pessoas em Angra dos Reis durante operação

Forças Armadas prenderam 24 pessoas em Angra dos Reis durante operação.

Forças Armadas prenderam 24 pessoas em Angra dos Reis durante operação.

As Forças Armadas prenderam 24 pessoas em operação contra a onda de violência em Angra dos Reis. A ação faz parte das medidas da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e contou também com homens das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.

De acordo com balanço divulgado pelo Comando Militar do Leste (CML), as forças de segurança apreenderam armamento pesado: quatro espingardas, uma pistola automática, dois carregadores de fuzil e dois de pistola, munições para pistola e fuzil e cinco granadas de fabricação caseira. A operação também encontrou grande quantidade de drogas, 673 bisnagas de explosivos e 20 metros de estopim para detonação usado por criminosos para explodir agências bancárias.

Foram recuperados 10 carros roubados. Os militares revistaram 9.522 pessoas e veículos em vários pontos de Angra dos Reis.

Situação de emergência

No dia 21 de agosto, o prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, decretou situação de emergência na segurança pública. No dia seguinte (22), ele se reuniu com o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, para pedir apoio das forças de segurança para combater o crime organizado.

Jordão pediu ao general Richard um carro blindado para dar suporte às ações do 33° Batalhão da Polícia Militar, sediado em Angra dos Reis. Segundo o prefeito, o secretário disse que vai mandar um blindado para o município e também reforço de militares, mas que será de forma gradual e não com efetivo maior como o prefeito pretendia.

Crime organizado

O prefeito disse que os bairros mais prejudicados com a ação do crime organizado são: Frade, Belém, Areal, Camorim e Sapihatuba, onde, segundo ele, duas facções criminosas lutam pelo domínio dos pontos de venda de drogas na região.

No decreto, Jordão diz que a grave situação enfrentada pela cidade está cerceando o direito fundamental de ir e vir dos cidadãos, impedindo que serviços públicos essenciais sejam realizados em determinadas localidades controladas pelo tráfico. “A situação está insustentável. Não podemos aceitar isto”, avaliou. Uma semana depois, o prefeito revogou a situação de emergência na cidade, devido ao apoio das autoridades federais e estaduais.

*Com informações da Agência Brasil.

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