O ódio de Jair Bolsonaro | Por Alberto Peixoto

Adolf Hitler, Benito Mussolini e Jair Messias Bolsonaro. Candidato à presidente da República, Jair Bolsonaro apresenta ideias identificadas com o nazifascismo.

Adolf Hitler, Benito Mussolini e Jair Messias Bolsonaro. Candidato à presidente da República, Jair Bolsonaro apresenta ideias identificadas com o nazifascismo.

O presidenciável racista, ditador, misógino, preconceituoso, homofóbico e violento Jair Bolsonaro, dissemina o ódio e agride as pessoas, principalmente se for mulheres, negros, pobres ou homossexuais, deixando a atmosfera carregada com sua energia negativa e de baixa frequência.

Faz parte do projeto de governo deste fascista, a legalização do porte de arma. Ora, se a violência extrapolou índices acima de valores nunca visto neste país, não é armando a população que vai se conseguir reduzir a violência. Não se consegue combater a violência com violência. O máximo que ele pode conseguir é uma guerra civil, principalmente em um país onde o crime organizado está mais organizado do que as Forças Armadas.

O mais incrível é que pessoas que se dizem Cristãs, apoiam este energúmeno acéfalo. Jesus Cristo morreu na cruz pedindo ao Pai que perdoasse os seus algozes: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem” – suplicou Jesus. Pelo comportamento destes falsos Cristãos – ou Cristãos desorientados – seriam capazes de matar Cristo em nome de Cristo. É incrível como estes indolentes hipócritas usam a religião para ganhar votos.

Mais incrível ainda é saber que, após a mensagem do candidato Jair Bolsonaro de que não precisa do voto de negros, homossexuais, mulheres, pobres, nordestinos e indígenas, boa parte desta parcela da sociedade, ainda vota neste obtuso.

Como se pode observar, é possuidor de transtornos mentais e um transtorno mental não é algo que seja possível simplesmente superar. Está sempre a agredir negros, pobres, mulheres, nordestinos e a todos que não se adequem aos seus pensamentos de mentecapto ao último nível de irresponsabilidade.

As mulheres porque engravidam e menstruam, segundo ele, são seres inferiores e devem ganhar um salário menor do que os homens. Não sei por que este misógino tem tanta raiva das mulheres! Por onde será ou por qual órgão ele saiu do ventre de sabe-se lá o quê? Talvez filho de chocadeira.

Não importa a cor da pele, nem se os olhos são azuis ou verdes e muito menos se o cabelo é liso ou encrespado. Ou se nascemos no Norte ou no Sul, no Nordeste ou no Leste. Somos todos gente e filhos do mesmo Deus.

Mesmo assim, brasileiros, vamos tomar como tema de nossa “correria” a letra da música “Nunca Pare de Sonhar” da autoria de Gonzaguinha. Segue um trecho da letra muito adequado para este momento de turbulências social e política: “[…] para não ter medo que este tempo vai passar. Não se desespere, nem pare de sonhar, nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs. Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar, fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será![…]”

Que nesta reta final de campanha política, não haja mais derramamento de sangue. Que os “desesperados” procurem ser mais civilizados. Deixem a barbárie trancada no armário.

*Alberto Peixoto, escritor. 

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.