Manifestantes dizem que há desprezo do Governo Temer com a ciência, em protesto em frente aos escombros do Museu Nacional no Rio de Janeiro

Instituição fundada por Dom João 6º em 1818, Museu Nacional no Rio de Janeiro possuía quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças, e era referência para pesquisadores das mais diversas áreas.

Instituição fundada por Dom João 6º em 1818, Museu Nacional no Rio de Janeiro possuía quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças, e era referência para pesquisadores das mais diversas áreas.

Um protesto de indignação e solidariedade após o incêndio no Museu Nacional no Rio reuniu uma multidão na porta da Quinta da Boa Vista na manhã de hoje (03/08/2018). Com críticas ao poder público de modo geral e ao governo federal, o ato apontou descaso com a história do Brasil, com a ciência e instituições públicas de ensino e pesquisa.

Os manifestantes começaram a chegar pouco depois das 9h, mas foram impedidos de entrar na Quinta da Boa Vista por guardas municipais. O museu, que foi a residência da Família Real durante o Império, fica dentro do parque e guardava um acervo de história natural considerado o maior da América Latina, além de peças de importância antropológica vindas de diversas partes do mundo.

O protesto continuou do lado de fora do portão e houve momentos em que os manifestantes tentaram entrar, quando os portões tinham de ser abertos para a passagem de veículos. Em ao menos um desses momentos, houve uso de spray de pimenta, e o clima ficou tenso.

A servidora e pesquisadora da Fiocruz Márcia Valéria Morosini foi ao ato prestar solidariedade aos funcionários do museu e defendeu que era preciso liberar a entrada, porque o protesto era um gesto de abraço.

“Todos nós, brasileiros, tínhamos que estar aqui. O que se perdeu hoje é muito representativo e é muito simbólico das perdas acumuladas para a ciência do Brasil” , disse ela. “O que perdemos é uma memória do mundo. Nós éramos guardiões de uma parte da memória da humanidade.”

A estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Vitória Barbosa, de 18 anos, conta que foi ao protesto se manifestar contra o descaso com a universidade pública no Brasil. O museu é admistrado pela universidade, que teve outros registros de incêndio em prédios importantes nos últimos anos. “Vim protestar tanto pela universidade quanto por todos os espaços públicos de cultura e educação.”

O pró-reitor de graduação da UFRJ, Eduardo Serra, negociou com a Guarda Municipal para que os manifestantes pudessem entrar na área da Quinta da Boa Vista. Segundo Serra, a entrada dos manifestantes será liberada depois que o museu for cercado por grades. O que deve ocorrer nas próximas horas.

Os portões da Quinta da Boa Vista foram fechados pelas equipes da Guarda Municipal, nesta manhã, por medida de segurança, para evitar tumultos e prevenir acidentes. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil permanecem trabalhando no local, que ainda oferece riscos. Cerca de 400 pessoas, incluindo servidores, estudantes e manifestantes, que já estavam no parque permanecem no espaço, mas estão sendo orientadas a ficarem afastadas do prédio.

*Com informações da Agência Brasil.

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