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Imprensa alemã destaca importância do Interior do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro; incêndio repercute no exterior

Incêndio atinge Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Incêndio atinge Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Interior do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro

Sites noticiam danos ao acervo da Museu Nacional do Rio de Janeiro, que inclui o fóssil Luzia, ossos e esqueletos de dinossauros e vasos gregos. “Süddeutsche Zeitung” lembra que tragédia ocorre em meio à pior recessão das últimas décadas no Brasil.

O incêndio que devastou o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, na noite deste domingo (02/09/2018), repercutiu nos principais meios de comunicação da Alemanha, que deram destaque para a importância da instituição, com seu acervo de cerca de 20 milhões de peças.

O portal de notícias Spiegel Online destacou que o museu abrigava, entre várias peças de suas coleções de arqueologia, botânica, geologia e paleontologia, o esqueleto de cerca de 12 mil anos de uma mulher, batizada Luzia, além de ossos de dinossauros e vasos gregos.

A publicação afirmou se tratar de “um dos mais importantes centros de exposições na América do Sul” e citou uma declaração do diretor do museu, Paulo Knauss, lamentando o que chamou de “uma tragédia para a cultura do Brasil”.

O Frankfurter Allgemeine Zeizung destacou que, segundo a administração do museu, não houve feridos, uma vez que o local estava fechado quando o incêndio começou. O portal de internet do jornal alertou que grande parte das mais de 20 milhões de peças do acervo podem estar destruídas ou danificadas.

A publicação destacou ainda que o edifício existe em seu formato atual desde 1822 e que serviu de residência para a família real portuguesa e, posteriormente, para a família imperial do Brasil.

Assim como os demais meios de comunicação alemães, o jornal mencionou a declaração do presidente Michel Temer, que afirmou se tratar de “um dia trágico para o Brasil”. “Duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento foram perdidos”, escreveu o FAZ, citando o presidente.

O jornal Süddeutsche Zeitung mencionou que o Brasil atravessa a pior recessão das últimas décadas e destacou uma declaração da candidata à presidente Marina Silva (Rede), afirmando que “infelizmente, esta era uma tragédia anunciada”, levando-se em conta as dificuldades financeiras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que administra o museu.

O portal de internet do diário cita uma declaração do vice-diretor do museu Luiz Fernando Dias Duarte à emissora Globonews, afirmado que o museu atravessava uma grave crise financeira. “Agora todo mundo é solidário. Nunca tivemos apoio eficiente”, disse.

Outro dos principais jornais alemães, o Die Welt, afirmou em seu portal de internet que as chamas, que começaram às 19h30 no horário local, devastaram um dos mais antigos museus do Brasil.

O portal de notícias Tagesschau.de, da emissora pública ARD, disse, citando um porta-voz do Corpo de Bombeiros, que muitos artefatos foram salvos com a ajuda dos funcionários e destacou que os hidrantes próximos ao museu não funcionaram, fazendo com que serviços de emergência tivessem de trazer água de um lago nas proximidades.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, pediu que o país inteiro ajude nos esforços para a reconstrução do museu, afirmando que fazê-lo é um dever nacional, escreveu o Tagesschau.de.

*Com informações do DW.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]