História dos casarões de Feira de Feira de Santana através de maquetes é apresentada na Câmara Municipal

O professor e artista plástico Vivaldo Lima ministra palestra com o tema ‘Importância do resgate histórico dos casarões de Feira de Santana a partir de maquetes’.

O professor e artista plástico Vivaldo Lima ministra palestra com o tema ‘Importância do resgate histórico dos casarões de Feira de Santana a partir de maquetes’.

No local do casarão dos Falcão foi construída uma loja de departamento e o imóvel dos Pinto, que recebeu personalidades da política nacional, foi substituído por um prédio comercial. São exemplos de palacetes que hoje são vistos em maquetes construídas por alunos do curso de arquitetura da Unef, sob a coordenação do professor Vivaldo Lima.

Artista plástico de reconhecida competência e mestre em desenho, cultura e interatividade, pela UEFS, Vivaldo Lima palestrou na Câmara Municipal e abordou o tema no contexto da história local, focado nos seus casarões e outros prédios. O evento foi parte comemorativa da passagem dos 185 anos de emancipação política de Feira de Santana, que aconteceu nesta terça-feira (18/09/2018).

Para ele, as imagens produzidas pelos programas de computadores – ferramenta tão fundamental nos dias atuais – não substituem a capacidade manual. Falou sobre o uso das maquetes ao longo da história – usada na construção do romano Coliseu, da Muralha da China e nas Pirâmides egípcias.

O resgate do passado, na palestra que teve como tema ‘Importância do resgate histórico dos casarões de Feira de Santana a partir de maquetes’, diz o artista plástico e professor, busca mostrar uma Feira com os casarões que foram mantidos de pé – como a Vila Fróes da Motta e o que existe na esquina das avenidas Senhor dos Passos e os antigos imóveis que não mais existem.

A concepção das maquetes, de acordo com ele, sai de acordo com a época, como a praça dos Remédios e as casas à sua volta, a casa de Chico Pinto e o Colégio Pequeno Príncipe. “Feira precisa evoluir arquitetonicamente, mas sem apagar o passado. E que as maquetes não sejam a única forma de reproduzi-lo”.

Pessoas podem reviver o passado

Para o prefeito Colbert Filho, as pessoas podem, por meio das maquetes, reviver o passado, mas a memória física deve ser preservada. Elogiou o trabalho realizado por Vivaldo Lima, que considera um resgate importante da história local, principalmente para os jovens.

A audiência teve a participação de quase todos os vereadores e foi presidida por José Carneiro, presidente da Câmara Municipal. A saudação foi realizada pela vereadora Cíntia Machado.

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