Feira de Santana sobe 15 posições em ranking de serviços para a população entre as 100 maiores cidades do país

Dados da Consultoria Macroplan indicam evolução de Feira de Santana em quatro áreas essenciais: saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade.

Dados da Consultoria Macroplan indicam evolução de Feira de Santana em quatro áreas essenciais: saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade.

A terceira edição do estudo Desafios da Gestão Municipal (DGM), da consultoria Macroplan, que avalia a evolução de 160 indicadores em quatro áreas essenciais – saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade – nos 100 maiores municípios do País em termos de população (mais de 273 mil habitantes) – revelou grandes diferenças na capacidade de entregar resultados em serviços essenciais à população.  Para indicar o desempenho global de cada cidade, a consultoria criou um indicador sintético, composto por umA cesta de 15 indicadores de todas as áreas analisadas, o IDGM – Índice Desafios da Gestão Municipal. O IDGM varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município.

Entre as 15 primeiras colocadas no ranking geral do DGM-2018 destacam-se dez cidades do interior de São Paulo. Maringá (PR) é a primeira colocada no ranking geral e Ananindeua (PA) está na lanterna entre as cidades analisadas. No ranking geral Feira de Santana está na 66ª colocação, 15 posições acima da colocação obtida na pesquisa anterior, em 2017.  Na década analisada, a cidade melhorou 27 posições no ranking geral. Na análise por áreas, o destaque é da área de saúde: a cidade subiu 63 posições nesta área e 7 posições em  saneamento na última década, mas caiu 18 posições em segurança neste período.

No ranking específico por área Feira de Santana  ocupa a 37ª posição no IDGM-Saúde, a 47ª posição no IDGM-Saneamento e Sustentabilidade, 52ª no IDGM-Segurança e 97ª no IDGM -Educação.

A pesquisa da Macroplan demonstra que, nos últimos anos, a escassez de recursos financeiros foi  generalizada e semelhante nas 100 cidades. A receita subiu 13,6%, de 2010 a 2016, mas o crescimento da despesa foi maior (16,8%), puxada pelos gastos com pessoal e custeio, restando cada vez menos espaço para investimentos, que teve queda de 16,4% nos últimos cinco anos.  Ainda assim, o levantamento destaca que na década houve ganhos generalizados nos municípios estudados. As cidades que apostaram em novas soluções tiveram progressos relevantes.

O estudo ressalta que os líderes municipais terão que trabalhar com cobranças múltiplas, em contexto de forte escassez de recursos e acentuadas restrições burocráticas e legais. Encontrar novas soluções para esses dilemas, dentro deste cenário, é o grande desafio que se coloca para os prefeitos, legisladores e gestores públicos municipais.  “Enquanto alguns municípios ficaram focados na agenda de curto prazo, outros conseguiram superar as adversidades do atual cenário e se modernizaram, com planejamento, foco e cooperação. Cidades com estruturas similares entregaram resultados muito distintos. Mais do que reduzir custos, é preciso obter ganhos contínuos de produtividade e eficiência na gestão pública,” destacou o diretor da consultoria, Glaucio Neves, coordenador geral do estudo.

Outro desafio da gestão municipal é a necessidade de incorporar as tendências contemporâneas de expansão da economia digital, da hiperconectividade, da economia compartilhada e do aumento da longevidade da população.   Para Adriana Fontes, economista sênior da Macroplan e responsável técnica pelo estudo, buscar os casos de sucesso de outras cidades e se espelhar nos melhores exemplos como inspiração é uma forma de ganhar tempo e poupar recursos.

Cidades similares

Para permitir comparações mais equilibradas entre as diferentes cidades que compõe o DGM, a Macroplan agrupou os municípios em oito subgrupos, levando em conta variáveis relacionadas à disponibilidade de recursos e a complexidade de gestão. A partir desta análise por grupos é possível quantificar o desafio de determinada cidade em relação ao primeiro lugar do seu grupo nos 15 indicadores.

O grupo de cidades semelhantes a Feira de Santana   é composto por Teresina(PI), Petrolina(PE), Montes Claros(MG), Rio Branco(AC), Campos dos Goytacazes(RJ), Mossoró(RN), Santarém(PA), Boa Vista(RR), Campina Grande(PB), Caruaru(PE), Vitória da Conquista(BA), Jaboatão dos Guararapes(PE), Ananindeua(PA) e Macapá(AP).  Entre estas cidades, Feira de Santana tem o melhor resultado em consultas pré-natal e a mais baixa taxa de óbitos no trânsito, mas fica atrás de outras cidades do grupo nos demais indicadores.

Para alcançar a liderança no seu grupo, Feira de Santana precisa alcançar e/ou superar os indicadores das cidades similares. Na área de saúde, por exemplo, disponibilizar mais 68 equipes de atenção básica. Na área de saneamento, aumentar em 19,5% o esgoto tratado e  elevar em 31,7% o acesso da população ao esgotamento sanitário, entre outras conquistas.

“Concentrar a agenda da gestão somente no ajuste fiscal e em ações “de varejo” e de curto prazo é abrir mão de uma janela de oportunidade para inovar.  A escassez deve ser trabalhada não só como um problema, mas também como uma espécie de combustível para o novo, para a busca de formas alternativas de exercer uma boa gestão, mais eficiente e orientada para as efetivas necessidades dos cidadãos”, concluiu o diretor da Macroplan, Glaucio Neves.

O estudo contou com a parceria das seguintes instituições: MBC, Meu Município, COLAB e WEGOV.

*Ranking geral: http://desafiosdosmunicipios.com.br

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