Feira de Santana: profissionais autônomos ganham dinheiro na EXPOFEIRA 2018

Capim Grosso é especialista em equipar cavalos com ferradura.

Capim Grosso é especialista em equipar cavalos com ferradura.

Profissional ganha até R$ 2 mil por dia colocando ferraduras

As ferraduras dão conforto, protegem uma região sensível, alinham e balanceiam a pisada do animal. A informação é de Capim Grosso da Ferradura, especialista em equipar cavalos com este equipamento, uma atividade bem rentável. Ele está trabalhando no Parque de Exposição João Martins da Silva durante a 43ª Expofeira.

Segundo ele, 95% dos cavalos precisam usar ferradura. “A raça mangalarga é a que tem os cascos mais resistentes”, diz Capim Grosso, que vem de Cabaceiras do Paraguaçu. Mas a proteção aumenta a tração nas patas, entre outros benefícios para o animal que a usa.

O acessório é preso por cravos na parte morta do casco, depois de ser feito o casqueamento, procedimento que previne ou cura doenças. Por isso o animal não sente dor. O acessório é feito de ferro, alumínio e outros materiais. E a sua vida útil, diz o profissional, depende do terreno onde o cavalo pisa.

“Mas a troca deve feita a cada trinta dias”, afirma Capim Grosso, periodicidade para o bem-estar do animal. O serviço custa, em média, R$ 200 e ele e a sua equipe podem colocar o acessório em até dez animais, por dia. A ferradura pode ser usada por outros animais, como jumentos e burros, por exemplo.

Catadores de latinhas faturam até R$ 75 por dia na Expofeira

Para quem visita, a 43ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira) é lazer. Para os expositores, negócios. Mas tem uma turma que faz as duas coisas: são os catadores de latinhas. Se divertem e ainda faturam um dinheirinho vendendo o que recolhem.

Seis catadores de latinhas estão cadastrados pela Secretaria Municipal de Agricultura para trabalhar no Parque.

O casal Cristiane Bispo e Domício Santana está na Expofeira desde o início desta edição. Somente na sexta-feira (07/09/2018), conseguiram juntar 30 quilos de latinhas. Pretendem vender ao final da festa, junto ao resultado da coleta dos outros dias. “Vendemos por R$ 2,50 o quilo. Então a produção de sexta vai render uns R$ 75 reais”, calcula.

Cristiane está em sua quinta Expofeira. Para Domício é a primeira. “Vim com ela (Cristiane) e estou satisfeito. Vai dar para fazer a feira do mês”, prevê.

Cirlene Moura trabalha catando latinhas há oito edições da Expofeira. Para ela, a sexta-feira, 7, também foi o melhor dia. “Consegui catar 10 quilos de latinhas”, comemora.

Todos os catadores têm um espaço cedido pela Secretaria de Agricultura para guardar as latinhas recolhidas. “É uma forma de ajudar esse pessoal a ter uma renda extra”, salienta Antônio Joel Barbosa, diretor de Fiscalização da Seagri.

Ainda segundo ele, além de terem a renda extra, os catadores colaboram para a limpeza do Parque ao recolher a latinhas.

Imitando estátua de cangaceiro, artista de rua fatura em média R$ 80 por dia

Denis Ramos ganha por dia R$ 80, em média, trabalhando no Parque de Exposição João Martins da Silva, a Expofeira. Ele não é tratador de animais nem comerciante. É artista de rua. Faz performances de estátua, vestido de cangaceiro, com o corpo pintado e interagindo com o público, principalmente as crianças.

Ele trabalha há 13 anos como artista de rua. Denis chama a atenção por ficar sobre um banquinho, completamente parado por alguns minutos. Simulando uma estátua.

Com as gorjetas recebidas, Denis consegue se sustentar. Há 8 anos trabalha na Expofeira. “Esse ano é um dos melhores para faturar”, avalia.

Começou a se apresentar quando ficou desempregado. Se inspirou numa estátua de Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil, que viu na internet. A partir daí resolveu ganhar a vida fazendo essa performance. E até hoje não tem do que se queixar.

Expofeira tem Engraxate Executivo

Há cerca de dez anos, Eduardo Santos Morais atendeu à orientação de um amigo e decidiu atender à clientela vestido a rigor: terno escuro, gravata, camisa social e sapato lustrado. “A minha clientela aumentou muito e diversificou”, afirma. A maleta que carrega funciona como seu cartão de visitas: “Engraxate executivo”.

Diz que consegue sobreviver com o que ganha. Cerca de R$ 100, por dia. “Cobro barato, apenas R$ 10 por engraxada”, observa. Antes da mudança no estilo e no visual, engraxava três, quatro sapatos, diariamente. “Agora só ando de terno”, acentua. Revelou que a roupa foi doada por um cliente e que tem apenas um terno. “Tinha outro, mas doei para um amigo que estava precisando”, conta.

Em Salvador, os clientes preferenciais estão nos restaurantes mais conhecidos. São profissionais liberais e servidores públicos dos escalões superiores. “Estas pessoas sempre trabalham de sapato de couro e gostam de ver limpos e brilhando”, observa. Chega nestes locais sempre nas horas das refeições.

“Já sou conhecido deles, e tenho uma clientela boa e fiel”, disse Eduardo Santos que está em Feira de Santana há alguns dias, mais especificamente no Parque de Exposição João Martins da Silva, onde espera engraxar, ou melhor, dar um grau em muitas botinas. Também já esteve em Jequié.

Na sua maleta carrega o material de trabalho: um tapete pequeno vermelho, escovas e graxas nas cores preta e marrom. “O terno me trouxe sucesso e tenho conta no Instagram”, diz. E o amigo? “Ele trabalha de guarda-pó e vende caldo de cana”, explica.

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