Expectativa sobre IDEB revela boas práticas na Educação da Bahia

A divulgação dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), com base em dados coletados em 2017, chamou a atenção para a lamentável realidade da educação na Bahia e no Brasil.

A divulgação dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), com base em dados coletados em 2017, chamou a atenção para a lamentável realidade da educação na Bahia e no Brasil.

A divulgação dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) com base em dados coletados em 2017, no dia 30 de agosto de 2018, chamou a atenção para a lamentável realidade da educação na Bahia e no Brasil, como um todo. Os números levantados pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que, de forma geral, a baixa qualidade do ensino prejudica a formação dos estudantes e, consequentemente, atrasa o desenvolvimento social e econômico do país.

Com mais de 20 anos de experiência atuando pela qualificação da educação pública na Bahia (e fora dela), o Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) busca ver essa questão de forma propositiva. Para o ICEP, é importante, diante desse cenário, abordar as ações que devem ser adotadas para garantir melhores resultados na Educação – área de expertise do Instituto. Ao longo de sua história, o ICEP tem promovido transformações nas redes públicas das quais se tornou parceiro e garantido maior organicidade ao processo de ensino e aprendizagem, com valorização do professor e do espaço da sala de aula. Trabalho que é alicerçado na colaboração mútua e na importantíssima escuta das redes.

A metodologia se reflete nos números dos principais indicadores nacionais, com destaque para o Ideb: todos os municípios com os quais o ICEP já atuou melhoraram suas notas. Pelos resultados do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – vigente (2015), as maiores notas da Bahia são de parceiros do Instituto. Esse é o caso de Ibitiara, com 6,5; Novo Horizonte, com 6,3; e Piatã, com 6,1 – números que já superam a meta estabelecida para 2021 e fazem frente ao de capitais com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bastante superior ao destas cidades. Alguns casos da atuação do ICEP são especialmente notáveis, como Boa Vista do Tupim, que em 2005 apresentava um Ideb de 2,2 e a partir do trabalho em colaboração saltou para 5,8 em apenas 4 anos.

Impacto

O principal impacto foi a melhoria da aprendizagem das crianças, especialmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Outras grandes vantagens foram o fortalecimento da atuação dos educadores, que recebem formação continuada, e a mobilização sociopolítica, que engaja as futuras lideranças dos municípios em prol da educação. Por meio de uma estratégia chamada de Dia E, o Instituto busca garantir o comprometimento dos candidatos a prefeito com a causa e a continuidade das boas políticas já empregadas. Eles participam de uma sabatina e assinam um termo de compromisso no qual, se eleitos, comprometem-se a cumprir com o que está definido no documento, elaborado em fóruns municipais abertos à população.

“A metodologia de trabalho do ICEP engloba a escuta sensível, a formação continuada de professores e a construção real de tomada de decisões. A Educação é um bem comum, que só funciona na coletividade. A participação dos diversos agentes envolvidos, do poder público e da sociedade, ao lado de uma equipe de trabalho experiente e qualificada no contexto da Educação Pública, é fundamental para que o projeto dê certo e a colaboração de fato exista”, afirma Cybele Amado de Oliveira, presidente do Instituto.

Transformar a Educação

A Diretora Pedagógica do ICEP, Elisabete Monteiro, afirma que, para abordar de forma eficiente e eficaz essa situação, é necessário criar currículos escolares viáveis para cada localidade do país. “É uma necessidade visível se repensar os currículos locais. A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) conta um currículo em nível nacional, mas cada estado e cada município precisa pensar a sua forma de educação para se adequar às necessidades dos estudantes. Cada escola precisa pensar também na gestão do ensino da instituição, nas realidades e necessidades de demanda de aprendizagem dos estudantes, da diversidade dentro da sala de aula”, avalia.

Ao comentar os resultados do Saeb, ela lembra que os números foram apresentados em outras pesquisas e estudos e aparecem para ratificar uma situação que o Brasil vive atualmente em relação à educação. E chama a atenção, principalmente, aos percentuais de evasão e reprovação da rede pública estadual, o que, segundo ela, colabora justamente para a distorção idade-série. “A multirrepetência implica necessariamente e comprovadamente na desmotivação dos alunos, desde a criança em anos iniciais do ensino fundamental até o ensino médio. E essa falta de motivação se estende até o professor, que não fica satisfeito de ver quase 50% dos estudantes serem reprovados por falta de aprendizagem”, conta.

Elisabete garante que ações de apoio pedagógico para professores e alunos são peças importantes de combate a esses fenômenos. Segundo ela, o implemento de ações deve acontecer para garantir o direito constitucional à educação, que é indistinto e pertence a todos. “É um ciclo forte e perverso de deixar a realidade nos engolir, o que nos faz pensar na formação do professor, no apoio pedagógico dado a eles e aos estudantes, bem como à gestão escolar, além da necessidade de atenção à formação do docente – tudo isso como parte de uma política de combate ao fracasso escolar que temos observado nestes resultados do Saeb e Ideb”, destaca. E arremata: “essa situação não se resolve com ações pontuais – é necessária uma política global de educação”.

Diante da expectativa de publicação dos resultados dos novos números do IDEB, o Instituto Chapada coloca-se à disposição para colaborar com fontes e exemplos nas análises e avaliação dos dados levantados por este importante indicador da Educação no país. Sugerimos para entrevista, nossa diretora pedagógica, Elisabete Monteiro bem como nossa Presidente, Cybele Amado, educadora e premiada fundadora da organização – ambas citadas no release.

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