Eleições 2018: Jair Bolsonaro será “presidente desastroso”, diz revista britânica The Economist

Candidato à presidência da República de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um político identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que professa discurso do ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

Candidato à presidência da República de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um político identificado por setores da mídia com as ideias do nazismo, fascismo, antissemitismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, que professa discurso do ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

Com o título “Jair Bolsonaro, a mais nova ameaça da América Latina”, a revista britânica The Economist traz em sua capa o candidato do PSL, que a publicação considera “uma sórdida adição ao clube” de Donald Trump, nos Estados Unidos, Rodrigo Duterte, nas Filipinas, e Matteo Salvini, na Itália, entre outros.

“Deus é brasileiro”, brinca a revista britânica, mas “ele saiu de férias”, escreve The Economist, argumentando que a economia brasileira é um desastre, com políticos “podres”, crescimento da criminalidade urbana: “sete cidades brasileiras estão listadas entre as 20 mais violentas do mundo”.

Mas, segundo a publicação, o Brasil terá a chance durante as eleições de outubro de começar de novo. “Mas, se a vitória for de Jair Bolsonaro, um populista de direita, o risco é que tudo fique ainda pior”, escreve The Economist. A revista chega a afirmar que, se vencer, Bolsonaro colocará em risco a sobrevivência da democracia no “maior país da América Latina”.

“Amargura brasileira”

Segundo a revista, “populistas surfam em momentos de luto”. “A falência econômica é um desses momentos, e, no Brasil, ela foi catastrófica”, diz o texto. Bolsonaro teria explorado a “fúria dos brasileiros”, com a classe política “brilhantemente”, diz The Economist. “De repente, a vontade de quebrar tabus vem sendo vista no Brasil como uma evidência de que ele seria diferente dos políticos corruptos de Brasília”, afirma.

Segundo a publicação, Bolsonaro seria uma espécie de “xerife nonsense”. “Evangélico, ele mistura conservadorismo social com liberalismo econômico, para o qual foi recentemente convertido. (…) Ele favoriza a privatização de todas as estatais brasileiras e uma simplificação ‘brutal’ de taxas. Bolsonaro quer ainda diminuir o número de ministros de 29 para 15 e colocar generais responsáveis por alguns deles”, diz a revista.

The Economist termina dizendo que não se deve subestimar a admiração de Bolsonaro pela ditadura, lembrando da “tentação de Pinochet” no Chile, que teve um “custo humano e social terrível”. “Brasileiros são fatalistas em relação à corrupção, um fatalismo que se resume na frase ‘rouba, mas faz’”, diz The Economist.

“Brasileiros não deveriam se deixar levar por Bolsonaro.  A América Latina tem conhecido todo tipo de “homem forte”, “a maioria terrível”. “Prova disso é a Venezuela e a Nicarágua”, diz a revista.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).