Eleições 2018: Jair Bolsonaro “provavelmente” não poderá mais ir para rua fazer campanha, diz Flávio Bolsonaro filho do candidato

Flávio Bolsonaro: ele (Bolsonaro) está em uma situação muito delicada, está com dificuldade de falar ainda.

Flávio Bolsonaro: ele (Bolsonaro) está em uma situação muito delicada, está com dificuldade de falar ainda.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, “provavelmente” não poderá mais ir para as ruas nesta campanha eleitoral, disse nesta sexta-feira o deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flavio Bolsonaro, um dos filhos do presidenciável, em um vídeo divulgado pelas redes sociais.

Bolsonaro foi alvo de um atentado com uma faca na quinta-feira quando participava de um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) e foi submetido a uma cirurgia de emergência na qual os médicos da Santa Casa de Misericórdia da cidade estancaram uma hemorragia decorrente de uma lesão em uma veia abdominal e trataram de lesões nos intestinos delgado e grosso do candidato, provocadas pela facada.

Ele foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (06/09/2018).

“Ele (Bolsonaro) está em uma situação muito delicada, está com dificuldade de falar ainda, mas eu vou para lá (São Paulo) para confortar, como eu falei, e também, se ele tiver condições, saber como é que a gente vai conduzir a partir de agora essa campanha”, disse Flavio no vídeo divulgado pelo Facebook.

“Podem ter certeza de uma coisa: ele está lá se recuperando, provavelmente não consegue mais ir para as ruas nessa campanha. Então, ele não pode ir às ruas, mas nós podemos. Eu quero contar com cada um de vocês mais do que nunca”, completou.

Ao chegar ao hospital onde Bolsonaro está internado em São Paulo, o filho do presidenciável voltou a pedir que os eleitores do candidato do PSL mantenham a campanha dele, e voltou a apostar em vitória de Bolsonaro, que lidera a corrida presidencial, em primeiro turno.

“O capitão está se recuperando, mas a gente vai estar na rua para fazer a campanha dele e virar essa página triste na história do nosso país. Vai ser no primeiro turno e graças a Deus com ele cheio de saúde. Ele está mais forte do que nunca”, disse a jornalistas.

Ainda no vídeo, o filho de Bolsonaro também afirma que buscará acompanhar as investigações sobre o atentado, feitas pela Polícia Federal, e questiona a ideia de que o autor do ataque teria agido sozinho e teria distúrbios mentais. Ao mesmo tempo, ele disse que “o monsto” que, segundo ele, a “grande mídia” tentar pintar de Bolsonaro pode ter incentivado o atentado.

“Vocês da grande mídia têm responsabilidade também. Vocês podem ter influenciado um cara a cometer um ato como este. Vai que ele acredita em vocês”, acusou. “Vocês fazem um desserviço para o Brasil.”

“Estou bem e me recuperando”, diz Bolsonaro um dia depois de ser esfaqueado

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, recuperava-se em São Paulo nesta sexta-feira, um dia depois de ser esfaqueado num evento de campanha e passar por uma delicada cirurgia de emergência em Juiz de Fora (MG).

“Estou bem e me recuperando”, disse o candidato em sua conta no Twitter.

“Agradeço do fundo do meu coração a Deus, minha esposa e filhos, que estão ao meu lado, aos médicos que cuidam de mim e que são essenciais para que eu pudesse continuar com vocês aqui na Terra, e a todos pelo apoio e orações”, acrescentou.

Internado no hospital Albert Einstein desde esta manhã, Bolsonaro está “consciente e em boas condições clínicas”, segundo boletim médico divulgado às 14h26.

“O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional. O tratamento iniciado anteriormente em Juiz de Fora (MG) está sendo continuado”, afirma o boletim assinado pelo diretor superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.

O senador Magno Malta (PR-ES) disse a jornalistas, ao chegar no Einstein, que agora “é tempo do Bolsonaro se recuperar, cuidar da saúde”.

“Passar pela urna é um detalhe. Embora eu sempre tive consciência de que ele se tornaria presidente no primeiro turno. (…) O que ele tinha que falar já falou, as ruas que ele tinha que ir já foi”, disse Malta.

Num vídeo gravado por Malta, ainda em Juiz de Fora, Bolsonaro afirma ter uma missão a cumprir.

“Todos nós temos uma missão aqui na Terra e essa missão será cumprida por mim… ou por outra pessoa”, disse o candidato em vídeo compartilhado via WhatsApp.

No Einstein, o deputado federal Major Olimpio (PSL-SP) também minimizou os efeitos do atentado sobre a campanha do presidenciável.

“Ele estando ou não em campanha como ele gosta, eventos de massa, em público, há o reconhecimento da população do grande brasileiro. Então eu não acredito que haja dificuldade para o prosseguimento da campanha”, disse o deputado a jornalistas ao chegar ao hospital em São Paulo.

“Ele vai ficar em convalescença pelo período que os médicos disserem que seja necessário, e não é o calendário eleitoral que vai definir isso”, acrescentou. “Não vão parar o Jair Bolsonaro com atentado, seja qual for a motivação, porque o Brasil precisa dele.”

O deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flavio Bolsonaro, um dos filhos do presidenciável do PSL, disse em uma transmissão ao vivo feita no Facebook que, “provavelmente”, Bolsonaro não poderá mais fazer ir para a rua nesta campanha e também apostou em vitória do pai no primeiro turno, marcado para daqui a um mês, em 7 de outubro.

“Ele (Bolsonaro) está em uma situação muito delicada, está com dificuldade de falar ainda, mas eu vou para lá (São Paulo) para confortar, como eu falei, e também, se ele tiver condições, saber como é que a gente vai conduzir a partir de agora essa campanha”, disse Flavio no vídeo, feito antes de ir para São Paulo.

*Reportagem de Rodrigo Viga Gaier, em Juiz de Fora, e de Taís Haupt e Eduardo Simões em São Paulo; reportagem adicional de Maria Carolina Marcello, em Brasília, e Camila Moreira, em São Paulo, da Agência Reuters.

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Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]