Eleições 2018: Imprensa internacional repercute decisão do TSE contra ex-presidente Lula

Jornais como Le Monde, New York Times e The Guardian destacam que Lula lidera pesquisas de intenção de voto para presidência da República e que decisão do TSE ignorou medida provisória da ONU.

Jornais como Le Monde, New York Times e The Guardian destacam que Lula lidera pesquisas de intenção de voto para presidência da República e que decisão do TSE ignorou medida provisória da ONU.

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral que impugnou o registro da candidatura de Lula na madrugada de sábado (01/09/2018) foi destaque em importantes jornais do mundo, que destacaram que o ex-presidente lidera em todas as pesquisas eleitorais. A determinação do comitê da ONU para que Lula participasse do pleito de 2018, ignorada pela corte, também ganhou espaço.

A repórter do jornal Le Monde, Claire Gatinois, analisa os desdobramentos da decisão da Justiça brasileira que, contrariando determinação da ONU, impugnou a candidatura de Lula.

O título da matéria, que sai na edição impressa deste domingo (2), afirma que “privado de Lula, o Brasil mergulha no desconhecido”. O jornal aponta que o ex-presidente se tornou sinônimo dos anos felizes do Brasil: “a memória de seus dois mandatos marcados pela prosperidade econômica, a redução da pobreza extrema e a proliferação de universidades em lugares remotos do país contribui para essa popularidade. Seu carisma e sua habilidade política também”.

O periódico lembra ainda que “Lula hoje recebe o endosso de personalidades europeias, tais como François Hollande, ex-presidente francês, signatário, em maio de 2018., de um apelo para a candidatura do ex-sindicalista, ou Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e figura da Social Democracia do Velho Continente. O último, quando fez uma ‘visita solidária ‘a Lula em sua cela, na quinta-feira, 30 de agosto, não deixou de apontar ‘as suspeitas em torno de seu julgamento’. ‘Lula é um homem corajoso’, insiste Schulz, emocionado”.

No New York Times o texto das repórteres Shasta Darlington e Manuela Andreoni afirma que muitos enxergam o caso de Lula como uma disputa entre a democracia e o sistema judiciário. O texto destaca que o ex-presidente “facilmente derrotaria seus rivais, com 39% dos brasileiros dizendo que votariam nele”.

O texto do jornal The Guardian destaca que a decisão do TSE “veio depois de uma dramática e cansativa sessão madrugada à dentro, transmitida ao vivo na televisão e em sites de notícias, e desafiou um pedido do comitê de direitos humanos da ONU para que ele fosse autorizado a participar das eleições”.

A matéria afirma que Lula “lidera as pesquisas nas eleições presidenciais mais imprevisíveis e polarizadas do Brasil em décadas” e relembra que a comissão de direitos humanos afirmou em agosto que sua decisão era “uma medida urgente para preservar o direito de Lula, pendendo a consideração do mérito do caso, que será realizada no próximo ano”.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).